Falhei. Desisto agora!

Estive neste ponto. Perdi tudo, perdi o meu dinheiro, perdi a minha saúde, as minhas ilusões e questionei-me… Desisti de uma vida profissional gratificante numa multinacional, desisti do dinheiro e das viagens para viver do Yoga e sobretudo, por ter acreditado que vivendo o meu sonho, o Universo iria conspirar para me levar aonde queria.

Não aconteceu. Fiquei sem nada, perdi tudo e estava no ponto de perder também a minha sanidade mental. Apesar do desespero do momento, lembrei-me que sempre acreditei em mim, porque sempre assumi que existe luz no fundo do túnel e porque, cada vez que pensei que não havia esperança, que não havia porta de saída, a vida prosseguia e eu continuava aqui.

Mas desta vez vacilei. Estava a um passo de cair no abismo e entregar-me à depressão, baixar os braços e desistir do controle da minha vida.

No meio da confusão, da tristeza e da frustração devido à ideia de que tudo estava errado, a crise, as pessoas, o mundo em geral… Surgiu de não sei onde a pergunta: Como me podia ter deixado endrominar e acreditar que o Yoga me poderia levar aonde eu sempre quisera, rumo ao bem estar integral? (com toda a felicidade inerente ao que o conceito de bem estar pode levar). Como? E é neste instante que o véu de Maya se baixou por uns micro-segundos e surgiu-me esta resposta: Simplesmente porque nada está errado, Eu é que não estou a ver bem!

O Yoga ensinou-me que o que eu vejo deriva da minha forma de pensar. Portanto, se o que vejo não me agrada e não me satisfaz, a única coisa que posso fazer é mudar a minha forma de pensar e mudar a minha realidade. Se eu não posso mudar o mundo que me rodeia, a única coisa que posso e devo fazer, é mudar-me a mim próprio para vê-lo de uma forma diferente. Foi então que surgiu a esperança de novo!

Já era professor de Yoga na altura e tinha muito do conhecimento que tenho hoje, mas simplesmente não o tinha integrado conscientemente no meu dia a dia. Tive de engolir em seco, pois estava a assumir que o único responsável pelo que eu tinha, ou seja, nada, era eu, e mesmo só eu, e que eu não estava a aplicar o que eu acreditava ser verdade.

Naquele momento trágico a única coisa que me sobrava era de facto a minha mente e os meus pensamentos, mas também eram as duas únicas ferramentas que eu precisava para mudar tudo! Assumi então que precisava de me reprogramar.

Apliquei o princípio chave do Yoga que é o da auto observação (auto consciência): Testemunhar os meus padrões de pensamentos negativos e invertê-los para mudar a percepção dos factos, evitando o meu funcionamento em auto-piloto (ou seja, estar perdido em pensamentos).

Gradualmente e por estar continuamente focado no meu sistema emocional, acabei por não dar tanta relevância às experiências que conotaria de desagradáveis, improdutivas ou mesmo, de negativas.
O resultado foi o de me libertar de conflitos interiores e amenizar os conflitos exteriores decorrentes da minha necessidade de afirmação (projecção do meu Ego).
Hoje, as mudanças estão à vista. Aplico gratidão e perdão lembrando-me que os milagres acontecem quando desistimos das nossas certezas.

Sim, as mudanças estão à vista! Agradeço aos que antes de mim partilharam o Yoga, permitindo aos que desejam retirar da vida o melhor que ela tem para lhes oferecer, que possam encontrar as ferramentas para o fazer livremente.

Namastê.
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