Não conhecia a FOBIA nem a SOFROLOGIA

Por Ana Viegas Cruz 
Master Especialista em Sofrologia Caycediana, 
Professora de Yoga, Formadora

Com 20 anos, Raquel não conhecia a sofrologia, nem queria conhecê-la… para quê? O mundo enchia-lhe de tal maneira os olhos, que ela não tinha essa necessidade.

Num dia perfeitamente banal, o seu corpo deu sinal. O problema é que o sinal não era amigável, nem tão pouco era conhecido. Parecia uma quebra de tensão, uma hipoglicémia, um despropositado início de ataque cardíaco… Levantou-se, ainda com a ilusão que um simples pacote de açucar ou mesmo um copo com água a ajudassem… mas nada.

Panicou. Foi quando abriu a porta para a ansiedade, o medo e o descontrolo. Depois de vários exames hospitalares, diagnosticaram-lhe agorafobia.

Foi medicada por um psiquiatra, recolheu-se no conforto das mantas na casa dos pais. Dormia, comia e alguém a acompanhava às consultas. Ainda fez uns meses de psicoterapia breve, de acupunctura e tudo isso ajudava na recuperação. Mas não era suficiente…

Então, um certo dia, a sofrologia caycediana entrou devagarinho na sua vida. Frequentou durante algum tempo o consultório de uma sofróloga, de voz doce e firme, que lhe trouxe esperança. Era o que uma pessoa na sua condição necessitava mais do que tudo… ESPERANÇA!

Começou por onde a sofrologia começa habitualmente: alguns exercícios respiratórios e de relaxamento físico e mental… “tomada de consciência do corpo e da mente em harmonia”. Sim… mesmo na doença, a harmonia está presente. Com o tempo aprende-se a ampliá-la e depressa se descobre que afinal “em vez de sermos um doente, temos uma doença”. Arregaçou mangas e decidiu praticar todos os dias, até para ver onde tudo aquilo ia dar.

À medida que foi praticando, mobilizou a consciência e fortaleceu as suas capacidades. Por exemplo, uma das capacidades da consciência é o ritmo vigília-sono (passou a dormir melhor), outra a memória, a atenção, etc… (segundo o Professor Caycedo, criador da sofrologia, são 34 capacidades).

Começou a compreender que, ao viver uma biologia positiva, esta influenciava a emoção e o pensamento, também de forma benéfica. Como quando se constrói uma casa: começa-se nos alicerces, a seguir fazem-se as paredes e só depois o telhado (quantos terapeutas começam logo a vasculhar o sotão, sem visitar primeiro a cave…).

Um dia, confrontada com um contexto negativo que iria despoletar todo o circuito de stress e pânico, para seu espanto, o corpo de Raquel estava calmo, confiante e permitiu que tudo acontecesse de forma confortável e natural.

Então, constatou que o corpo também tinha uma consciência própria que conseguia dar suporte a outros aspetos de si. Mesmo sem acreditar em respirações e relaxamentos, a sua biologia já tinha reformulado o programa da doença para o programa original, natural e saudável.

Esse fenómeno foi de tal forma surpreendente que lhe trouxe uma onda de confiança, de esperança e de profundo entusiasmo pela vida. Acabou por resolver a fobia e recuperar a sua autonomia.

Facilmente se compreende porque é que a sofrologia tem como objetivo a conquista dos valores positivos da existência. É uma inevitabilidade!… Os valores preenchem um espaço dentro de cada indivíduo e projetam-no para uma vida alinhada com a sua essência. Eles mobilizam a personalidade e dão uma nova perspetiva das coisas.

Como diz Bernard Barel “com a sofrologia vai acontecer uma coisa única: em vez de apenas ajudar a pessoa a ultrapassar uma dificuldade com a ajuda de um terapeuta, ela vai orientar o praticante, de forma autónoma, a “muscular-se”, criando consistência interna e presença, o que faz com que o indivíduo se sinta menos tocado com as variações do ambiente. O “quem sou eu” (musculado pelo método) deixa de se sentir tão mexido com “o que me acontece”…”.

O ambiente externo, que é dinâmico e imprevisível, deixa de ser o fator que define o equilíbrio do indivíduo. Este nasce da prática da sofrologia, da descoberta de uma presença cheia de harmonia, que está viva dentro de si.

Raquel, não conhecia a sofrologia nem queria conhecê-la… Mas com 21 anos, percebeu que afinal os seus olhos precisavam estar menos cheios de mundo para se poder reconhecer a si mesma e aos outros… é disso que o mundo necessita: que a consciência se desvele a si mesma.

Ut Conscientia Noscatur – Para que a Consciência seja conhecida. Lema da sofrologia.

Ana Viegas Cruz
Email: sofrologia.pt@gmail.com
Website: www.sofrologia.pt
facebook: sofrologia.pt
Instagram: sofrologiapt

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