Slow Living Yoga

O Blogue dos Yogis que vivem na cidade.


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Começar o Verão com um retiro de Yoga e Detox. 7,8 e 9 de Julho 2017

Começar o Verão com uma desintoxicação a fim de eliminar o que menos interessa e dar lugar a um corpo mais ágil dando lugar à época de férias,com leveza e serenidade, é a proposta base dos professores Paula Sousa e Jean-Pierre de Oliveira para este retiro que conta novamente com a participação de Leonor clara (Tribo da terra) na parte da alimentação .

Esta desintoxicação nas prática no Yoga, caracteriza-se por pranayamas de limpeza, ásanas de torção e equilibrantes e por criar o hábito de libertar a nossa mente de pensamentos negativos e tóxicos, o que também é uma forma de desintoxicação.
Cultivarmos pensamentos positivos cria na nossa mente uma vibração mais serena. Ao criarmos intenções positivas, o nosso poder de concretização aumenta e os novos desafios dão lugar a excelentes oportunidades para aprendizagens e reencontros.

Vale a pena parar tudo e fazer uma reavaliação da nossa vivência e arranjarmos algum tempo para uma “desintoxicação” de corpo e mente, o que levará a uma elevação da consciência e nos tornará mais unos, nos ajudará a dar valor ao que realmente importa e a estar mais presentes no Agora.
Corpo e mente desintoxicados e renovados, permitem-nos um equilíbrio espiritual e uma vivência plena e feliz.

Acrescentando a isto, uma alimentação de Detox consciente irá estar presente durante todo o retiro , já que a alimentação é também uma ferramenta indispensável neste processo. Refeições preparadas com amor irão receber-nos após as práticas de Yoga, Meditação e Reflexões.

Praticantes de Yoga de todas as tradições e níveis de experiência são bem-vindos. Todos são bem vindos, de coração aberto à partilha.

Onde?
Quinta São Pedro – Turismo de Natureza
Rua do Movimento das Forças Armadas
2815-786 Sobreda
Portugal

A Quinta de São Pedro é uma propriedade de 4 hectares na península de Setúbal, localizado a 12 km a sul de Lisboa e a 5 km da costa do Atlântico.
A Quinta é um Centro de Estudos principalmente para botânicos e zoólogos que foi criada em 1960 para fornecer facilidades para cientistas visitantes que desejam levar a cabo o seu próprio trabalho de campo, e para estudantes de ciências naturais.
No centro do complexo encontram-se a casa da fazenda moderna e edifícios de trabalho em torno de uma praça central.
Desde 2013 esta reserva natural privada também oferece às as suas instalações para Turismo Natural, Workshops e Seminários
As instalações são excelentes, toda a área é muito bonita,com quartos agradáveis e espaçosos com casa de banho dentro de cada quarto (quartos duplos), espaços de refeição interiores e exteriores com ambiente relaxante e acolhedor. Espaços comuns para ler e descansar, uma sala para prática de yoga e meditação e espaços ao ar livre para as práticas matinais.
É um local maravilhoso e único!

Durante o tempo livre poderemos fazer uso de tudo o que a Quinta tem para oferecer:
. Piscina de 5m para aproveitar o calor de Julho
. 4 hectares de natureza espaço em paz para passear, relaxar e contemplar
. E ainda.. Praia a 5Km para o banho de mar

Para mais informações sobre inscrição e participação, contactar via o email:
info@yoga-spirit.pt

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Digestão e vida sana

A alimentação sempre foi para mim fonte de interesse e preocupação. Sempre tentei alimentar-me bem, sempre tive esta consciência. Pequeno ainda, gostava de ler a composição dos alimentos nas embalagens dos produtos. Curioso sem objectivo específico, só queria saber o que tinham ou não tinham e que eu não via; as bolachas, o puré de batata. Mas se tivessem muita coisa, era mais interessante para comer. É claro que podia muito bem não abarcar toda a ideia do ponto de vista nutricional, e do que era suposto ser uma “boa alimentação” ou o bem-estar alimentar, mas achava esta ideia de comer o que está certo (e tudo o que estava escrito era certo) muito, muito atrativa.

Passado uns anos e com uma prática regular de desporto, aos 16 anos corria duas vezes por semana, comecei a desenvolver um interesse diferenciado para o tema da alimentação, em busca de força e energia. Aqui, o meu interesse tinha passado da composição dos alimentos para importância dos seus efeitos, para saber quais os nutrientes importantes para o meu corpo, para o meu organismo, e fui desenvolvendo algum conhecimento sobre como era todo o processo metabólico e quais as vantagens desta consciência para um desempenho físico mais eficiente.

Com o passar do tempo e o desenvolvimento de uma vida mais desgastante, entre uma carreira profissional promissora e muito envolvente, uma vida social activa e o interesse pelo desporto, deixei este “ hobby” para me concentrar em tirar mais partido das 24horas do dia, demasiado curto para tudo o que eu precisava de fazer… Numa certa fase da minha vida, chegava as 7h ao escritório para terminar o dia já para além das 22h30, ao sair do ginásio para finalmente regressar a casa. Tudo sempre vivido de forma intensa e rápida, não havia tempo a perder e pensava ter equilibrado a minha balança alimentar com suplementos vitamínicos e outros proteínados concentrados para me dar a energia que queria e de que precisava. Mas o universo sabe o que faz, e um dos meus primeiros empregos trouxe-me de volta ao tema, como comprador/gestor de produto alimentar numa multinacional da grande distribuição, o que iria levar-me a perceber mais ainda sobre os componentes, as fórmulas de composição e o que era suposto ter ou não ter os produtos alimentares.  Obviamente a minha alimentação, e a qualidade de tempo que lhe dedicava, estava a ser profundamente prejudicada por este estilo de vida. Conforme já me tenho debruçado sobre o assunto, ter o conhecimento e entendê-lo é uma coisa, aplicá-lo é outra…

Quando o corpo funciona bem, nem sequer nos lembramos de lhe dar a atenção que merece, por isso, quando os excessos se acumulam dias após dia, chega o momento em que ele fala e o inevitável aconteceu… . Ao entrar nos 30, fui premiado com uma colite crónica. As dores horríveis que me acordavam à noite, tirando-me do sono com lágrimas de dor, tornaram-se frequentes e desde então o meu sistema digestivo entrou numa rotina de disfuncionamento habitual. Adepto convicto de soluções naturais a problemas físicos  experimentei de tudo um pouco com reviravoltas de sintomas e intelorâncias diversas e uma barriga quase permanentemente inchada sem motivos aparentes… Depois de várias consultas com médicos especialistas, uma quantidade indescrítivel de comprimidos prescritos, recomendações de vários nutricionistas, continuei sempre na incerteza de qual poderia ser ao certo o meu problema mas sabia claramente que não seria só uma questão psicossomática….

Em busca do meu equilíbrio e da energia perdida, tentei o vegetarianismo e o crudi-verdismo, o que me levou a grandes dissabores….  Tão empolgado pela minha decisão em comer tudo cru, pois sou uma pessoa entusiasta por natureza, que não ouvi quando o meu corpo começou a manifestar o seu desagrado e só despertei quando acabei por entrar nas urgências com uma cor de pele cinza a fugir para o verde, incrédulo, triste e obviamente desgostoso… Mais foi assim que me foi confirmada a minha incapacidade em metabolizar correctamente certos alimentos… Como é que aquilo que a minha mente me ditava ser o melhor para mim poderia ser algo que o meu corpo iria rejeitar?  Comecei a duvidar do universo… Esta situação obrigou-me a redirecionar a minha busca pela compreensão do problema e desenvolver conhecimentos mais específicos sobre gestão dos alimentos e sobre o (meu) próprio sistema digestivo. Desde então fui experimentando estilos variados de dietas para chegar hoje a certeza que só tenho uma digestão débil devido a uma produção insuficiente de acido clorídrico.

O que sei agora, depois de quase 15 anos de problemas digestivos, é que existem inúmeras dietas e muita informação por vezes contraditória sobre estes distúrbios e que, como eu, muitos continuam a procurar soluções, em blogues e fóruns online, sem se querer conformar com a aceitação resignada de que, com o tempo, o corpo vai mudando… Pode ser verdade, mas tenho a certeza de que não é por este motivo, o de ficarmos mais velhos, que se deve permanecer numa situação de desconforto permanente e passiva simplesmente porque “é assim”. O corpo tem a habilidade de se curar e eu quero ajudá-lo a curar-se! Já li muito, e continuo a ler. Já experimentei muitos métodos e já errei muitas vezes é verdade, nas minhas avaliações intuitivas! E o que é certo é que hoje já percebo muito mais o meu corpo. É claro que não sou médico ou nutricionista, não estudei oficialmente a matéria… Mas ganhei uma profunda consciência corporal, já fiz milhares de pesquisas, apurando os meus sintomas, esmiuçando as possibilidades e sou agora especialista no meu problema. Sei o que tenho.

O estudo do Yoga iria ajudar-me a superar este obstáculo com repercussões negativas importantes a nível do meu sistema imunitário, energético e mental, enfraquecido por anos de distúrbios com sintomas disfarçados e de múltiplas interpretações. Se for um problema psicossomático, como me disseram alguns do especialistas independentemente de me questionarem sobre o meu estilo de vida, agora o mais saudável possível, estou certo da sua próxima resolução graças ao aprofundamento de directrizes de Ayurvada, ciência indiana para a saúde integral. Esta tem com o Yoga uma relação de irmandade profunda em que os dois se complementam e misturam. Era natural eu levar a minha pesquisa para uma melhor saúde interior por este caminho, a procura da dieta alimentar mais apropriada para mim, pois o que a ciência ocidental me tem proposto, que funciona para uns, não tem funcionado para mim e esta é a verdade da fabulosa diversidade do ser humano: todos iguais e todos diferentes ao mesmo tempo. Baseando-me em conceitos de abordagem Ayurvédica, e com o conhecimento do meu tipo de Doscha, ou seja o meu tipo de constituição, comecei a fazer alguns passos para equilibrar a minha dieta, pois tinha chegado ao ponto de já não saber o que comer.

Embora meu Dosha predominante seja Vata, cuja característica é de ter fogo digestivo fraco e que conhecimento permitiu-me estabelecer novas rotinas, tal como a de não ingerir produtos gelados ou não cozidos, no que diz respeito à minha dieta, declaro-me como flexitariano. Principalmente por não ser um fundamentalista alimentar e para poder usufruir da minha vida social sem constrangimentos, junto dos meus amigos e familiares muitas vezes reunidos à volta de uma mesa, as refeições. Não quero que a minha realidade condicione as suas vidas para estarem comigo. Só assim é que a vida me faz sentido.

Claramente não me pretendo colocar como terapeuta, mas quero partilhar uma experiência para ajudar outros a encontrar pistas e solucionar os seus problemas rumo a uma vida mais equilibrada e que possam estabelecer uma relação estável entre: Peso/alimentação/energia física e mental.

As minhas dicas para uma digestão feliz:

Sintomas:  Digestão lenta, sensação de enfartamento, paragens de digestão, náuseas, dores de cabeça, falta de energia, mente enturpecida… só para nomear algums dos sintomas… Mas sem azia nem úlcera estomacal.

. Hábitos antes de cada refeição:
– Refresco com Vinagre de cidra com “the mother”: 2 colheres de sopa
– Suplemento de açafrão das índias (curcurma).
– Suplemento:  betaína com Pepsina

. Pequeno almoço ou snack durante a tarde
– Kefir

. Pontualmente as refeições:
– sopa de miso

. Por norma:
– Não beber tanta água e não beber líquidos frios ou gelados
– Não comer vegetais crus

E em complemento a uma vida sana: Prática regular de desporto e Yoga, claro!

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Vegan-ish: o livro para quem é ‘mais ou menos’ vegan!

The Book of Vegan-ish

The Book of Vegan-ish

De ‘omnívora’ a ‘vegan…ish’, é esse o caminho que a autora do livro, a celebrada Kathy Freston, descreve no seu mais recente livro, The Book of Vegan-ish. Para ela a transição não foi fácil nem simples, mas tornou-se. Motivada pela necessidade de comer melhor e de se relacionar melhor com o mundo, Kathy não abdicou de vez de alguns dos seus guilty pleasures preferidos (sim, os hambúrgueres, os gelados, o queijo, até os ovos persistiram ainda muito tempo na sua dieta) mas ensinou-se gradualmente a explorar alternativas, sem nunca ser ‘fundamentalista’. Para isso contou com a ajuda da amiga (e co-autora) Rachel Cohn. E assim foram surgindo as 70 simples receitas que partilha connosco neste livro.

O livro ainda não chegou a Portugal (e não está traduzido em português) mas já pode encomendá-lo na Amazon UK por 16,55 libras (pouco menos de 20 euros). Boas leituras.


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Hot Yoga Tónico: 10 coisas que deve evitar

Se gosta de Hot Yoga Tónico ou se pretende iniciar-se a prática, tenha em atenção a estes pequenos detalhes e lembre-se que: o que pode ser bom senso para uns, pode não o ser para todos…

1. Evitar hidratar a pele com loções ou cremes gordos. O suor vai fazer com que escorregue o suficiente, não acrescente à dificuldade!

2. Não usar perfumes: Os cheiros são acentuados pelo calor e pela transpiração

3. Não use roupas de algodão demasiado largas ou demasiado justas para não comprometer os seus movimentos. Escolha roupas mais elásticas (com “stecht”)

4. Evitar refeições pesadas que irão levar a desconforto e falta de energia. Ver também o post sobre Hot Yoga tónico e alimentação

5. Não comer nos minutos que antecedem a prática e também não beba em demasia antes de entrar na sala de aula…

6. Evite beber café antes da prática: O café pode levar a desidratação do corpo. Lembre-se que sala é aquecida entre os 37 e 39 graús

7. Evite comer alimentos com farinha (como o pão), alimentos processados e bebidas com gás (não só no dia da prática, mas em geral)

8. Hidrate-se convenientemente nos dias anteriores a prática. Não espere pelo dia da sua aula

9. Evite outro treinos intensos durante o mesmo dia. O Hot Yoga Tónico irá solicitar muito da sua energia

10. Não ignore o seu corpo se tiver duvidas relacionadas com a sua saúde e consulte o seu médico

Siga estas recomendações e tenha uma prática bem mais agradável. Até já!

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Barriga lisa e Ayurveda

Não há dúvidas que tudo muda com o tempo. O nosso corpo é uma destas coisas que, sem darmos por isso, já não é o que era! E não me estou a só referir ao seu aspecto físico, mas principalmente ao seu funcionamento.

Sabiam que na Ayurveda, ciência indiana para uma vida saudável, o bom funcionamento do aparelho digestivo é indicativo de uma boa saúde? Se tiver barriga inchada ou gazes persistentes, estes são os sinais de um aparelho digestivo disfuncional.
Todos os cuidados são poucos e percebemos que pouco sabemos da dieta mais adaptada a nosso tipologia. Segundo a Ayurveda, existe em 3 principais tipos de pessoas: os Vatta, os Pitta e os Kaffa

Mas felizmente, existem muitos remédios caseiros que podemos ir buscar a tradição Ayurvédica para prevenir desconfortos intestinais como o inchaço e os gazes que, além de desconfortáveis, tornam a barriga inestética.

Depois de vários anos de disfunções intestinais, estou a caminho de curar o meu sistema digestivo e transformar a minha saúde seguindo diariamente umas directrizes Ayurvédicas bem simples que só necessitam de alguma disciplina…
Aqui seguem as minhas preciosas dicas:

1. Comer alimentos cozidos e evitar bebidas frias
Na Ayurveda, o sistema digestivo é descrito como sendo como um “fogo”. Sendo assim, cada vez que lhe enviamos água fria ou comida crua, estamos a apagá-lo.
A comida fica como pre-digerida quando cozida o que não obriga o nosso “fogo” digestivo a trabalhar tanto, sendo-lhe mais simples e rápido transformar a comida em energia para alimentar o corpo.

2. Acrescentar especiarias digestivas
Recomenda-se o uso de algumas ervas para aumentar o “fogo” digestivo, tal como sementes de Cuminho ou Cuminhos moidos, sementes de Funcho, Gengibre fresco e Hing (asafetida).

Pode utilizar estas ervas sempre que cozinhar e mesmo que não cozinhe, pode sempre acrescenta-las as suas refeições.

3. Mastigar com calma
Na Ayurveda é tão importante o que come que a forma de comer. Comer rapidamente afecta a sua digestão e leva indubitavelmente a criação de gazes e inchaço.
Tomar tempo para comer e mastigar lentamente obrigam a manter a atenção no momento e na comida em si. A tendência de engolir ar diminui e o processo digestivo melhora.

Este é um pequeno hábito que poderá fazer muita diferença…

4. Mastigar sementes de funcho depois das refeições
Já repararam certamente que nos restaurantes indianos existe sempre um pratinho com uma mistura de sementes de funcho para mastigar enquanto efectuam o pagamento?
As sementes de funcho são reconhecidas por acelerar a digestão e evitar a formação de gazes.

Se já tentou de tudo e mais um pouco para restabelecer a sua saúde intestinal, experimente estas pequenas dicas e verá o seu resultado em poucos dias… É mesmo incrível a diferença que se sente quando a nossa alimentação passa a ser sempre cozida e que deixamos de ingerir bebidas frias! A barriga fica mais lisa e ficamos com mais energia!

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O ciclo da dieta.

Nutriente Secreto

Foto via Nutriente Secreto

Por Sofia A. Rodrigues, nutricionista
Blog Nutriente Secreto
Facebook/nutrientesecreto

Ciclo da Dieta (Dieting Cycle ou “dieta iô-iô”) é o nome que se dá ao vai e vem do peso que, além de quilos a mais, provoca sérios desequilíbrios físicos, metabólicos, psíquicos e emocionais! O início deste ciclo ocorre com um forte desejo para perder peso o que, por vários motivos, faz com que as pessoas diminuam drasticamente (restrição) a ingestão de alimentos – passam fome – passando a agir no “modo salada e sopa”, ou seja, folhas de alface ao almoço e sopa de água com coentros ao jantar. Às vezes ainda comem uma peça de fruta, mas só maçã ou pêra – porque o melão e a banana engordam… Ah e pão, esse maldito, nem pensar! Aliás, o melhor é mesmo cortar nos hidratos de carbono e corta-se o mal pela raiz!

Esta restrição alimentar, por sua vez, provoca um enorme sentimento de privação. O corpo humano está desenhado para consumir uma série de alimentos e precisa de determinadas quantidades de nutrientes para poder desempenhar as suas funções adequadamente. Ora, quando os alimentos e os nutrientes são negados durante um certo período de tempo, o organismo defende-se e surgem, assim, pensamentos contínuos sobre a dieta e os “alimentos proibidos” (principalmente sobre os que transbordam gordura e açúcar – gelados, bolachas, salgados, chocolates, bolos com creme, entre outros). Surge uma “vontade” imensa (um apetite enorme) de comer, comer tudo o que nos apetece. O problema é que não se consegue controlar esta vontade durante muito tempo e, assim, cedemos e devoramos o que nos aparece à frente – temos um episódio de compulsão alimentar (consumo muito excessivo e descontrolado de comida, por norma, muito gorda e açucarada). A dieta acaba aqui mas não acaba sozinha… traz consigo os sentimentos da culpa, da derrota, da incapacidade, da ineficácia e da incompetência!

Atualmente, com o acesso facilitado a todo o tipo de informação, a confusão à volta do mundo da alimentação e nutrição é gigantesca. E, em muitos casos, as pessoas sentem dificuldades em escolher o que devem comer. A situação piora um pouco quando, se alia a toda esta informação e contra-informação, as estratégias de marketing da indústria que vive à conta do emagrecimento. A pressão social para a magreza e o culto do corpo é enorme, mas será que é saudável? E será que, enquanto seres livres nos devemos subjugar a essas campanhas que só prejudicam a nossa saúde?

Temos todos que ser magros? Ser magro significa ser mais bonito? Quem é que definiu isso? Será que ser magro é sinónimo de ser saudável? Quantas estratégias terríveis se usa para se ser e manter magro, seco, sem ponta de gordura? Tabaco, cocaína, vómito, drenantes, laxantes, água destilada, dieta do algodão? Sim, leu bem, dieta do algodão. Saudável? Quem?

Uma colega brasileira, Sophie Deran (nutricionista) fala de terrorismo nutricional quando se refere a tudo o que acontece à volta do negócio das dietas e do emagrecimento e afirma “Restringir alimentos virou moda. Restrições alimentares significam, popularmente, “ser saudável”. As dietas zero glúten, detox e zero lactose passaram a ser sinónimos de identidade. E, sendo assim, as refeições adquiriram status de “boa” ou “má”, como se houvesse um anjo ou diabinho alimentar proibindo ou permitindo o que comer. O ato de se alimentar deixou de possuir um caráter nutritivo, prazeroso e afetivo, tornando-se algo mecânico e artificial.”

A área da nutrição e do emagrecimento são áreas de negócio apetecíveis para muitas indústrias (suplementos dietéticos/alimentares, chás, dietas X, Y e Z, batidos, barras proteicas/energéticas, refeições prontas) e o emagrecimento vive à custa da venda de produtos inúteis! Todos os anos, entre março e junho, abre oficialmente a “época da Dieta Rápida”. A chuva torrencial de produtos especiais, comprimidos milagrosos, últimos gritos da ciência, métodos revolucionários e outros têm como único objetivo o emagrecimento da sua carteira. Se necessitar (ou quiser) perder peso, é importante perceber que é preciso trabalhar para isso, a curto, médio e longo prazo e o primeiro passo é, na minha opinião, escolher um profissional de saúde habilitado que lhe prescreva uma DIETA SAUDÁVEL capaz de lhe fornecer todos os nutrientes necessários para perder peso de forma responsável, sustentada e sem prejudicar a sua saúde.


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Batido de Kiwi e Fibra.

Batido de kiwi e banana

Batido de Kiwi, foto por Maya Kitchenette (via Pinterest)

Sofia A. Rodrigues, nutricionista
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Os kiwis são frutos extremamente saborosos com diversas propriedades nutricionais e medicinais. São ricos em água e fibras o que contribui para uma boa digestão e melhoria do trânsito intestinal. O seu consumo regular melhora o sistema imunitário, retarda o envelhecimento, equilibra o sistema nervoso e reduz a pressão arterial. Tudo isto graças ao seu conteúdo em vitaminas C (o dobro da laranja), E e grupo B (principalmente ácido fólico), potássio, magnésio, fósforo, ferro e ácido propeolítico.

Ingredientes:

  • 2 kiwis maduros
  • 1 laranja sem casca e sem caroços
  • 50 g de espinafres crus
  • 2 colheres de sopa de sementes de linhaça dourada
  • 100 ml de sumo de maçã 100%
  • 6 a 8 cubos de gelo

Juntar todos os ingredientes e triturar até obter mistura homogénea. Beba de imediato, bem fresco.

Notas:

  • Pode substituir a banana por ¼ de abacate ou 1 fatia fina de ananás/abacaxi ou 2 ameixas;
  • Pode substituir o sumo de laranja por chá preto frio.