Slow Living Yoga

O Blogue dos Yogis que vivem na cidade.


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Como apreender Yoga com excesso de peso ?

Na maior parte dos casos, o mais difícil será passar a porta de estúdio de Yoga, pois o Google já nos disse que do outro lado da porta, só iremos encontrar pessoas magras e com corpo de atleta… Mas no fundo, o processo é o mesmo para todos: o primeiro passo é sempre o mais difícil! Se decidirmos que algo deve mudar e que esta determinação consegue superar os nossos medos interiores, então não há outro caminho senão seguir em frente, apesar de sabermos que será duro! Este é provavelmente um ensinamento importante: cultivar a força de vontade.

Deve ser logo equacionado que, para uma pessoa com mais volume corporal, qualquer postura será um maior desafio do que para uma pessoa com características dentro da média e definidas como “normais”. O corpo mexe-se mais devagar, as transições demoram mais tempo a serem executadas e na ausência de aulas específicas e adaptadas a pessoas de “tamanho XL”, como é o caso de Portugal – onde o Yoga ainda tem muito para se desenvolver e convencer o público – o melhor é escolher uma aula de iniciação que permita estas adaptações.

De facto, um simples “levantar os braços por cima da cabeça” irá requerer mais esforço e o tempo de movimentação será mais longo. Se a primeira experiência não foi positiva, aprenda com os erros! Não hesite em investir em si! E porque não marcar pelo menos uma ou duas aulas personalizadas para perceber quais serão as suas dificuldades em aula e como contorná-las? Seja proativo e evite os inconvenientes das correções do seu professor a meio da aula. Irá evitar chamar a atenção dos outros yogis para as suas limitações físicas.

Evite desconfortos e sensações de desajuste, fale sempre com o seu novo instrutor antes da aula. Peça para ficar mais para trás, e se não conseguir seguir o ritmo, faça a aula saltando as posturas demasiado exigentes e substitua-as por outras mais adequadas nesta fase de adaptação.

Também pode procurar no Youtube vídeos de Yoga com adaptações para “corpos largos”. Os americanos – por terem cerca de 36% da população adulta com excesso de peso – são prolíficos em tutoriais de práticas adaptadas e ricos em dicas. Com preparação e uma prática regular, irá agilizar-se independentemente da sua condição inicial, ganhando mobilidade e confiança. O próximo ensinamento é, claramente, a autodisciplina.

O Yoga não é uma competição e não se trata de atingir a perfeição. Use a sua prática como uma oportunidade para conectar a mente com o corpo. Use o Yoga para se aceitar a si próprio e trabalhar a autoestima de forma progressiva e consistente.


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O Yoga não é uma competição

O Yoga não é uma competição e não se trata de atingir a perfeição. Use a sua prática como uma oportunidade para conectar a mente com o corpo.
Ao praticar Yoga, um dos primeiros ensinamentos será o de parar o habitual “self talk” negativo (“não consigo”, “é muito difícil”, “isto não é para mim”, etc.) permitindo, assim, desenvolver e fortalecer a autoconfiança, acreditando que com o tempo irá conseguir.

Use o Yoga para se aceitar a si próprio e trabalhar a autoestima de forma progressiva e consistente.

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Postura ideal para trabalhar a nossa determinação e que exige estabilidade enquanto encontramos o alinhamento adequado, mantendo-se o olhar para frente mesmo sabendo que o caminho nem sempre é previsível.
Preparamos-nos a qualquer eventualidade que a vida nos apresente resolutos em prosseguir.

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Não, não vou falar de Yoga…

Se me convidarem para falar de Yoga é provável que eu não fale de posturas ou sequências complexas e que queira falar de outras coisas.

Quando me proponho a falar de Yoga quero falar sobre mudança interior. Quero falar de transformação pessoal, quero falar de auto-responsabilização. Quero falar do poder que temos em assumir as nossas próprias vidas. Quero falar de crescimento espiritual. Não aquele que advém de rituais místicos oferecidos, gratuitamente ou não, por gurus patenteados nas suas especialidades esotéricas, mas aquele que advém do crescimento da nossa autoconsciência e que nos permite encontrar a paz e a tranquilidade da mente, através da experiência inerente ao decorrer do tempo (verdadeiro sentido da “maturidade”). Aquele que advém da necessidade profunda de melhorar a nossa vida e de deixarmos de lutar contra moinhos, em incessantes conversas interiores, em monólogos intermináveis e cansativos, com o objetivo de mudar o mundo com frases que começam sempre por “se isto” ou “se aquilo fosse” ou “não fosse”, vidrados numa vida imaginária que nos deixa estagnar aborrecidos com tudo e todos.

Queremos sentir-nos bem e procuramos continuamente suporte nas pessoas que nos rodeiam, no reconhecimento alheio, sempre em pessoas ou coisas externas, esquecendo que o verdadeiro equilíbrio está na nossa capacidade de assumirmos a responsabilidade das decisões que tomamos. O equilíbrio, que nos traz contentamento e estabilidade, só se faz sentir quando dominada a habilidade de ver sem a influência das nossas emoções, no momento em que conseguimos manter o foco no conteúdo dos pensamentos produzidos na mente. Mas enquanto esta capacidade de foco não for desenvolvida, não existe crescimento espiritual e não pode haver mudança em nós e nas nossas vidas. Sentimo-nos continuamente desfocados e desajustados. Isto, nenhum mestre, guru ou energia mística pode resolver por nós. Somos nós o principal e único interveniente.

Mas precisamos sempre que algo mude e ficamos irrequietos e insatisfeitos. Procuramos escapes no mundo à nossa volta. Conseguimos iludir-nos temporariamente com soluções superficiais. Mudamos de roupas, de corte de cabelo, de emprego, mudamos de casa, de país… Mas quando a euforia das mudanças transitórias passar, volta a frustração.  Ficamos novamente irrequietos com a sensação (e vontade) de não sermos deste mundo e deste lugar, até percebermos que para que a transformação seja efetiva, não se deve correr ou esconder atrás de ações impulsivas. Deve-se parar. Todos nós, a um certo ponto, tivemos a necessidade de fugir, mas a fuga nunca foi forma de resolver os problemas e isso, todos nós já sabemos.

Temos de parar e confrontar-nos com a nossa mente, pois o problema não está nos outros, não está lá fora! O problema está aqui mesmo, cá dentro. Sempre presente como um parasita que se aloja nos nossos sentidos, afetando a nossa perceção da realidade, transformando os nossos pensamentos em preocupações, frustrações e outros sentimentos negativos que nos envolvem de tal forma, que deixamos de ver o mundo como ele É para vê-lo através do filtro poderoso das conjeturas fundamentadas numa única opinião e do julgamento baseado em critérios subjetivos: o filtro do nosso Ego.

Se queremos que algo mude, o confronto com a mente é inevitável. Por isso é que a meditação é tão importante. É o momento em que se deixa de viver num mundo imaginário para vivenciar o que É sem o filtro do Ego. É preciso ser forte e ter coragem para meditar e não se deixar levar e perder no mundo da ilusão, pois a mente é perita em criar cenários de conforto que não existem, nos quais ficamos presos, perdendo o melhor da vida: o presente. É o momento em que paramos e que estamos connosco, realmente sozinhos sem apoio externo possível, só com a nossa respiração e o nosso corpo, nunca fora dele. Estamos no aqui e agora. É tempo de paz e de honestidade para connosco próprios. Sentimos paz porque deixamos de fugir. Quando decidimos praticar a meditação, é sem dúvida o momento em que decidimos assumir a responsabilidade da nossa própria mudança e que deixamos lá fora o que não nos deixava ver o que está cá dentro. Sentimo-nos completos e atingimos este estado de plenitude, porque regressamos a casa, em nós.

Acreditávamos que o propósito da vida era encontrar uma profissão ou uma alma gémea, uma ocupação ou uma pessoa, mas descobrimos que na verdade tínhamos de encontrar o contentamento interior, a paz em nós, e aprender a viver com quem somos realmente sem as máscaras do Ego, para podermos oferecer então, de forma genuína, o que sabemos e podemos, e assim encontrar o nosso lugar neste mundo.  O que quero dizer é que, em vez de nos preocuparmos em encontrar o nosso propósito de vida, que  fosse ele algo que pensávamos dever cumprir para nos sentirmos realizados, entregando-nos às atividades sem nunca sentir satisfação, mantendo-nos num estado de frustração não assumida por nunca acertarmos e não nos sentirmos plenos e felizes, temos de aceitar quem somos e o que temos agora. Não como uma fatalidade, mas como sendo nós a matéria bruta com todo o potencial para nos transformarmos no que precisamos para sentir alívio. Temos de dar mais atenção ao nosso Eu e não aos outros, para criarmos a pessoa que sempre quisemos ser, para nos sentirmos realizados e nunca o contrário, ou seja, encontrar a nossa  vocação para sermos finalmente felizes.

Este é o segredo: A mudança tem como base o que temos e o que somos AGORA e não o que julgamos que deveríamos ter, fazer ou ser.

 Se me convidarem para falar de Yoga, vou querer falar em esquecer os factores externos – os habituais responsáveis pelos momentos em que nos sentimos miseráveis. Estamos a falar de factores como o governo, a política e os políticos, os bancos, os empregadores e todos “os outros”: os familiares, os vizinhos, os colegas de trabalho, os desconhecidos do metro ou do autocarro, as pessoas… Vou falar de coragem e de determinação, de honestidade e de sacrifício. Sim, sacrifício. Pois se quer mudar vai ter de se afastar da sua zona de conforto.

Na verdade, aparenta ser mais fácil do que é, mas acredite que vale a pena! Esta mudança, a mudança interior, é sempre positiva!

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Curso de Professores de Yoga 2017-2018

As aulas práticas de yoga (ainda que regulares) nem sempre permitem uma incursão e exploração dos ensinamentos mais abrangentes do yoga e, as pessoas que sentem que o seu caminho passa pelo yoga sentem, por vezes, a necessidade de parar e procurar saber mais e saber melhor sobre o que as colocou neste caminho e o que ele pode reservar e oferecer.

O caminho nem sempre é o mais óbvio. Às vezes o nosso percurso não é aquele que nos prepararam para percorrer nas escolas, faculdades e outras instituições por onde passámos. Às vezes, é fora da nossa zona de conforto que ele se encontra (ou que nos encontra). Outras vezes, saltamos o passo mais importante: convencer a nossa mente que precisamos de esforço para que haja resultados. Lembra-se da definição que Einstein deu de loucura? Fazer a mesma coisa todos os dias e esperar resultados diferentes.

Mudar exige uma mudança. Mas para que as mudanças aconteçam, é preciso força de vontade e assumir um compromisso sério…

Se quer saber mais sobre Yoga e está mesmo a pensar em seguir em frente, leia um pouco mais sobre as experiências de quem já trilhou esse caminho, sobre as alternativas que tem disponíveis e sobre o Curso de Professores de Hatha Yoga que o Jean Pierre dirige todos os anos.

Já ouviu falar dos Yoga Sutras de Patanjali? A resposta a todas as nossas perguntas, está no primeiro Sutra: «Atha yoganusasanam»: Agora, o Yoga começa.

Se quiser saber mais sobre a nossa formação, contacte-nos via o email:
info@yoga-spirit.pt

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A primeira vez, custa sempre mais…

É comum chegar-se a primeira a aula com a ideia que vai ser canja. Mas quando rapidamente aparece o suor na testa, escorrendo pela cara abaixo e nas outras parte do corpo, começamos a reconsiderar o que o Ego nos levou a pensar…

A roupa cola-se ao corpo, as mãos escorregam cada vez mais. Pensa-se que somos o único em apuros e que precisamos de uma pausa mas o prof. acelera o ritmo e as sequências, os alinhamentos repetem-se e sucedem-se, mas, sem nunca ser demais… O corpo exige mais da respiração… A sala parece cada vez mais quente e o ar pesado. Começa-se a amaldiçoar o prof por não ter o ar condicionado ligado…

O professor continua falando e tenta-se ajustar o corpo as instruções, mas porque estamos concentrados no alinhamento, perde-se o fio a meada e o prof já está a anunciar uma outra postura… A confusão tende a instalar-se entre os nossos orgões cognitivos. Os olhos não conseguem ver o que as orelhas ouviram…

Sabe-se que tudo é fácil e, pelo menos na net, o Yoga aparenta ser “pacífico”. Mas a mais pequena instrução requer força, atenção e resistência. O esforço não é só fisico, também é mental. E quando acertamos no ritmo e no alinhamento, chegam as transições de posturas, as chamadas de Vinyasa… E o Chaturanga Dandasana….

Durante Shavasana, a cabeça relembra cada um dos nossos falhanços e os maus alinhamentos. Tudo parece tão confuso e a mente vai repetindo a aula, relembrando as caras e os corpos dos outros alunos que conseguiram fazer o que era suposto.

Termina-se a aula e o prof agradece.
“sim, obrigado!  Vim cá fazer figura de palhaço” diz-nos a mente, mas o prof. acrescenta “por terem vindo, por ter saído da vossa zona de conforto, por fazer um pouco mais por Si”. E aqui realiza-se que a experiência foi um desafio, que foi gratificante. Que ainda há muito que percorrer.

Sim, vir até ao estúdio foi um desafio mas também uma grande realização e uma vitória! É verdade, a primeira vez custa sempre mais e já que se ultrapassou esta etapa, vamos continuar e seguir com o nosso Yoga. Fazer mais e viver mais!

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O Yoga Comunitário regressa à Mouraria!

Este domingo é dia de estar com os alunos do Curso de Professor de Hatha Yoga e também voltamos às aulas comunitárias na Mouraria!

Desta vez, convidamos os yogis a experimentar a Moskha Sequence, uma sequência inédita de asanas, criadas pelo Jean Pierre.

Como já vem a ser hábito, a aula é por donativo. Cada participante escolhe o valor da aula.
Contamos consigo no número 64 da Rua da Mouraria, a partir das 10h30.

A sequência promete responder aos que procuram intensidade na sua prática regular de Hatha Yoga e inclui múltiplas variantes de Asanas e de Pranayamas, Relaxamento e Pratyhara.

Confirme a sua participação através do email info@yoga-spirit.pt.

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Nova turma de professores de Hatha Yoga 2016-2017

Dizem por aí que não há amor como o primeiro. Há, de facto, algo de visceral na forma como nos preparamos para uma experiência pela primeira vez, um misto entre a ansiedade que nos consome e o entusiasmo que nos impulsiona…

A primeira vez que fazemos alguma coisa é “abençoada” com um sentido tão grande de possibilidade. Foi assim o primeiro dia de aulas do Curso de Professor de Hatha Yoga, que arrancou no passado sábado. E contamos que assim seja todos os fins de semana que reunirmos este fantástico grupo de pessoas, dispostas a trabalhar a sua auto-consciência, a saber mais, a estar mais presentes.

Fica o obrigado a quem esteve connosco e o convite a todos para que se juntem a nós na próxima sessão desta formação intensiva, já agendada para o fim de semana de 19 e 20 de novembro.
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