Slow Living Yoga

O Blogue dos Yogis que vivem na cidade.


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Não, não vou falar de Yoga…

Se me convidarem para falar de Yoga é provável que eu não fale de posturas ou sequências complexas e que queira falar de outras coisas.

Quando me proponho a falar de Yoga quero falar sobre mudança interior. Quero falar de transformação pessoal, quero falar de auto-responsabilização. Quero falar do poder que temos em assumir as nossas próprias vidas. Quero falar de crescimento espiritual. Não aquele que advém de rituais místicos oferecidos, gratuitamente ou não, por gurus patenteados nas suas especialidades esotéricas, mas aquele que advém do crescimento da nossa autoconsciência e que nos permite encontrar a paz e a tranquilidade da mente, através da experiência inerente ao decorrer do tempo (verdadeiro sentido da “maturidade”). Aquele que advém da necessidade profunda de melhorar a nossa vida e de deixarmos de lutar contra moinhos, em incessantes conversas interiores, em monólogos intermináveis e cansativos, com o objetivo de mudar o mundo com frases que começam sempre por “se isto” ou “se aquilo fosse” ou “não fosse”, vidrados numa vida imaginária que nos deixa estagnar aborrecidos com tudo e todos.

Queremos sentir-nos bem e procuramos continuamente suporte nas pessoas que nos rodeiam, no reconhecimento alheio, sempre em pessoas ou coisas externas, esquecendo que o verdadeiro equilíbrio está na nossa capacidade de assumirmos a responsabilidade das decisões que tomamos. O equilíbrio, que nos traz contentamento e estabilidade, só se faz sentir quando dominada a habilidade de ver sem a influência das nossas emoções, no momento em que conseguimos manter o foco no conteúdo dos pensamentos produzidos na mente. Mas enquanto esta capacidade de foco não for desenvolvida, não existe crescimento espiritual e não pode haver mudança em nós e nas nossas vidas. Sentimo-nos continuamente desfocados e desajustados. Isto, nenhum mestre, guru ou energia mística pode resolver por nós. Somos nós o principal e único interveniente.

Mas precisamos sempre que algo mude e ficamos irrequietos e insatisfeitos. Procuramos escapes no mundo à nossa volta. Conseguimos iludir-nos temporariamente com soluções superficiais. Mudamos de roupas, de corte de cabelo, de emprego, mudamos de casa, de país… Mas quando a euforia das mudanças transitórias passar, volta a frustração.  Ficamos novamente irrequietos com a sensação (e vontade) de não sermos deste mundo e deste lugar, até percebermos que para que a transformação seja efetiva, não se deve correr ou esconder atrás de ações impulsivas. Deve-se parar. Todos nós, a um certo ponto, tivemos a necessidade de fugir, mas a fuga nunca foi forma de resolver os problemas e isso, todos nós já sabemos.

Temos de parar e confrontar-nos com a nossa mente, pois o problema não está nos outros, não está lá fora! O problema está aqui mesmo, cá dentro. Sempre presente como um parasita que se aloja nos nossos sentidos, afetando a nossa perceção da realidade, transformando os nossos pensamentos em preocupações, frustrações e outros sentimentos negativos que nos envolvem de tal forma, que deixamos de ver o mundo como ele É para vê-lo através do filtro poderoso das conjeturas fundamentadas numa única opinião e do julgamento baseado em critérios subjetivos: o filtro do nosso Ego.

Se queremos que algo mude, o confronto com a mente é inevitável. Por isso é que a meditação é tão importante. É o momento em que se deixa de viver num mundo imaginário para vivenciar o que É sem o filtro do Ego. É preciso ser forte e ter coragem para meditar e não se deixar levar e perder no mundo da ilusão, pois a mente é perita em criar cenários de conforto que não existem, nos quais ficamos presos, perdendo o melhor da vida: o presente. É o momento em que paramos e que estamos connosco, realmente sozinhos sem apoio externo possível, só com a nossa respiração e o nosso corpo, nunca fora dele. Estamos no aqui e agora. É tempo de paz e de honestidade para connosco próprios. Sentimos paz porque deixamos de fugir. Quando decidimos praticar a meditação, é sem dúvida o momento em que decidimos assumir a responsabilidade da nossa própria mudança e que deixamos lá fora o que não nos deixava ver o que está cá dentro. Sentimo-nos completos e atingimos este estado de plenitude, porque regressamos a casa, em nós.

Acreditávamos que o propósito da vida era encontrar uma profissão ou uma alma gémea, uma ocupação ou uma pessoa, mas descobrimos que na verdade tínhamos de encontrar o contentamento interior, a paz em nós, e aprender a viver com quem somos realmente sem as máscaras do Ego, para podermos oferecer então, de forma genuína, o que sabemos e podemos, e assim encontrar o nosso lugar neste mundo.  O que quero dizer é que, em vez de nos preocuparmos em encontrar o nosso propósito de vida, que  fosse ele algo que pensávamos dever cumprir para nos sentirmos realizados, entregando-nos às atividades sem nunca sentir satisfação, mantendo-nos num estado de frustração não assumida por nunca acertarmos e não nos sentirmos plenos e felizes, temos de aceitar quem somos e o que temos agora. Não como uma fatalidade, mas como sendo nós a matéria bruta com todo o potencial para nos transformarmos no que precisamos para sentir alívio. Temos de dar mais atenção ao nosso Eu e não aos outros, para criarmos a pessoa que sempre quisemos ser, para nos sentirmos realizados e nunca o contrário, ou seja, encontrar a nossa  vocação para sermos finalmente felizes.

Este é o segredo: A mudança tem como base o que temos e o que somos AGORA e não o que julgamos que deveríamos ter, fazer ou ser.

 Se me convidarem para falar de Yoga, vou querer falar em esquecer os factores externos – os habituais responsáveis pelos momentos em que nos sentimos miseráveis. Estamos a falar de factores como o governo, a política e os políticos, os bancos, os empregadores e todos “os outros”: os familiares, os vizinhos, os colegas de trabalho, os desconhecidos do metro ou do autocarro, as pessoas… Vou falar de coragem e de determinação, de honestidade e de sacrifício. Sim, sacrifício. Pois se quer mudar vai ter de se afastar da sua zona de conforto.

Na verdade, aparenta ser mais fácil do que é, mas acredite que vale a pena! Esta mudança, a mudança interior, é sempre positiva!

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Aulas de Yoga | Músicas para relaxamento

É frequente perguntarem-me pelas músicas de relaxamento no final das minhas aulas de Yoga, por isso decidi partilhar convosco a minha selecção das 3 melodias que mais utilizo.

Espero que possam desfrutar tanto quanto eu destas melodias que fazem as práticas de Yoga terminarem de uma forma muito especial.

1- Amy Ippoliti | Shiva mantra. Album de Ty Burhoe

 

2- Donna de Lory | Samba Sadashiva

 

3- Benjy Wertheimer | Remembrance


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Novas aulas de Hot Yoga Super DETOX 60′

Jean-Pierre de oliveira juntou o Hot Yoga ao Yoga tónico num formato de 60 minutos e criou um novo treino para quem procura um trabalho físico completo:
. Desenvolver a força
. A flexibilidade
. A tonificação muscular
. Trabalho de cardio profundo.

O Hot Yoga Tónico é detox e não só… O Hot Yoga é um adjuvante ao detox natural do corpo, habitualmente efectuado pelos rins e o fígado, mas também desenvolve a força, a flexibilidade e ajuda na tonificação muscular. Com um trabalho intenso de Cárdio, impulsionado pelo aquecimento da sala, perde-se muita agua corporal, sais minerais e outros componentes ou seja, transpira-se muito!

Por si só, o Yoga Tónico já é uma prática intensa e mais física que o Yoga tradicional, desafiando os praticantes com variantes de Asanas trabalhadas de uma forma mais consciente, por solicitar a activação de certos grupos musculares através de alinhamentos que também levem a uma prática bem mais segura.

Com uma prática regular de 2 vezes por semana, irá sentir as inúmeras mais valias destas aulas; manter a mente focada e desenvolver os níveis de concentração necessários para o seu dia a dia, desenvolver o relaxamento físico e mental para superar os desafios do dia a dia, tonificar o corpo e ganhar resistência ao esforço.

O trabalho é tanto por dentro como por fora.

Estas 2 aulas semanais irão permitir que possa integrar mais rapidamente os benefícios do Super DETOX 60´ no seu copro e na sua mente.

Horários
. Terças e Quintas das 12h30 às 13h30

Beneficios do Super Detox 60´
. Emagrecer
. Queimar gordura, secar o corpo
. Tonificar, manter e/ou ganhar músculo

Contactos para inscrição: Yoga Live Academy

Experimente uma mistura inteligente de treino muscular e treino cardiovascular profundo nestas aulas desafiantes, mesmo para um praticante regular de desporto!

Veja também:
. Hot Yoga Tónico: Tudo o que precisa saber
. Hot Yoga Tónico: 10 coisas que deve evitar
. Hot Yoga Tónico: Emagracer e tonificar 
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Hot Yoga Tónico: 10 coisas que deve evitar

Se gosta de Hot Yoga Tónico ou se pretende iniciar-se a prática, tenha em atenção a estes pequenos detalhes e lembre-se que: o que pode ser bom senso para uns, pode não o ser para todos…

1. Evitar hidratar a pele com loções ou cremes gordos. O suor vai fazer com que escorregue o suficiente, não acrescente à dificuldade!

2. Não usar perfumes: Os cheiros são acentuados pelo calor e pela transpiração

3. Não use roupas de algodão demasiado largas ou demasiado justas para não comprometer os seus movimentos. Escolha roupas mais elásticas (com “stecht”)

4. Evitar refeições pesadas que irão levar a desconforto e falta de energia. Ver também o post sobre Hot Yoga tónico e alimentação

5. Não comer nos minutos que antecedem a prática e também não beba em demasia antes de entrar na sala de aula…

6. Evite beber café antes da prática: O café pode levar a desidratação do corpo. Lembre-se que sala é aquecida entre os 37 e 39 graús

7. Evite comer alimentos com farinha (como o pão), alimentos processados e bebidas com gás (não só no dia da prática, mas em geral)

8. Hidrate-se convenientemente nos dias anteriores a prática. Não espere pelo dia da sua aula

9. Evite outro treinos intensos durante o mesmo dia. O Hot Yoga Tónico irá solicitar muito da sua energia

10. Não ignore o seu corpo se tiver duvidas relacionadas com a sua saúde e consulte o seu médico

Siga estas recomendações e tenha uma prática bem mais agradável. Até já!

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Como é ser professor de Hot Yoga?

A minha experiência como professor
Há já alguns anos, fui chamado para substituir o prof. residente de Hot Yoga em Lisboa  e cheguei a ser um dos primeiros professores da modalidade na cidade.
Não me foram dadas quaisquer recomendações e/ou indicações para me orientar nas minhas primeiras aulas em sala aquecida. Fui literalmente atirado aos “bichos”…
Fiquei perplexo… Uma prática tão exigente como esta deveria ser obrigatoriamente mais segura, mas as práticas, conforme lecionadas na altura, eram pouco técnicas e as instruções de alinhamentos quase inexistentes…

Há aulas de Yoga e aulas de Hot Yoga
Para mim, e é um facto adquirido, o professor deve ter conhecimentos aprofundados de anatomia e/ou de biomecânicas, mas também conhecimentos sobre os efeitos do calor no corpo humano em esforço para se estrear em dar aulas de Hot Yoga.
É preciso um trabalho de preparação prévio antes de se poder adquirir o conhecimento pela experiência. Não se dá uma aula de Hot Yoga como se dá uma aula de Yoga tradicional.

Em 2015, quanto voltei a ser contactado para conduzir aulas de Hot Yoga em Lisboapensei duas vezes antes de aceitar… Mas gerencia da Academia tinha mudado e o trabalho podia ser feito de forma diferente…

Uma proposta desafiante
Aceitei o desafio, pois desta vez foi-me possível fazer as coisas de outra forma. A minha experiência como professor, contando já com milhares de horas de yoga por ano, quer seja em formação ou em aulas regulares, a minha curiosidade natural e o gosto pelo estudo, levaram-me a querer aprofundar as questões ligadas ao assunto, essencialmente sobre os efeitos do calor na fisiologia e no metabolismo humano.

Saber é Segurança 
Pesquisei, informei-me e estudei. Debrucei-me sobre o tema o suficiente para diferenciar os mitos da realidade. Fui apurando algumas técnicas para oferecer práticas mais seguras aos alunos da Yoga Live Academy, onde decorrem as aulas várias vezes por semana e sentir me mais confortável durante os 90 minutos de aula.

As aulas também são intensas para o professor
As condições são agrestes para o professor! As flutuações do som da maquinaria em barulho de fundo obrigam a uma constante gestão da voz durante toda a aula. O chão é escorregadio, o ar quente condiciona a projeção da voz e dificulta a respiração entre duas instruções. Também se transpira ao dar uma aula de Hot Yoga Tónico!

O trabalho compensa é claro… Rapidamente o sucesso fez-se sentir, levando a publicação de vários artigos na imprensa, em blogues e até a uma entrevista na SIC Noticias.

Veja também:
. Hot Yoga Tónico: Emagrecer e tonificar
. Hot Yoga Tónico: 10 coisas que deve evitar
. Hot yoga Tónica: Tudo o que precisa de saber

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Hot yoga em agosto? A Happy Magazine Recomenda.

Hot yoga tónico com Jean Pierre de Oliveira

A edição de agosto da Happy Woman já chegou às bancas e dentro tem uma ‘souvenir‘ para todos os yogis que sempre quiserem experimentar hot yoga mas ainda não tiveram oportunidade: um voucher para uma das aulas de hot yoga tónico do Jean Pierre de Oliveira. O mês de agosto vai ser ainda mais quente do que tinha previsto! E o seu corpo está mesmo a precisar da desintoxicação que o hot yoga oferece. Vamos a isso?

 


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Domingo quer-se quente!

Foto por Mário Fragoso

Foto por Mário Fragoso

As temperaturas estão a subir e prometem continuar altas durante todo o fim de semana. Porque não preparar melhor o corpo para o verão? É isso que o Jean-Pierre desafia a fazer já este domingo com uma aula intensa de hot yoga. A masterclass hot yoga tónico super detox promete uma combinação de asanas conhecidas pelos seus efeitos na aceleração do processo natural de desintoxicação do corpo. E há mais ‘efeitos secundários’ positivos e terapêuticos: libertar a tensão das costas, alongar a coluna, expandir a caixa torácica. As inscrições são limitadas mas ainda há alguns lugares disponíveis. Junta-se a nós? Contamos consigo a partir das 10h30 no Yoga Live Academy. Marque lugar através do email info@yoga-spirit.pt.