Slow Living Yoga

O Blogue dos Yogis que vivem na cidade.


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Jean-Pierre de Oliveira no Porto – 9 e 10.12

O professor de Yoga,  Jean-Pierre de Oliveira, estará no Porto para uma sessão dupla de Yoga. Confirme a sua presença, num ou nos dois eventos, via o email: info@yoga-spirit.pt

No dia 9.12 | Jean-Pierre estará no Estudio de Yoga FreeFlow para apresentar o seu Livro, Slow Living Yoga, “Primeiro mudamos nós. Depois mudamos o mundo.” Edições ARENA.
Mais do que um livro, é essencialmente uma partilha intimista de pensamentos relacionados com a aplicação dos princípios filosóficos do Yoga na vida ao quotidiano.

Local: FreeFlow, Rua Vale Formoso, 284 (perto do Jardim da Arca d’Água)
4200-509 PORTO
Para saber mais, veja o evento no facebook: Aqui!

Para ver a entrevista do Jean-Pierre no programa “Faz Sentido”, clicar na imagem.

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No dia 10.12| Todos os meses Jean-Pierre de Oliveira oferece uma prática de Yoga em Lisboa, e agora pela primeira vez no Porto. Não perca está oportunidade de praticar com um dos embaixadores do Wanderlust Portugal.

Com os seus habituais encontros mensais, que já atraem mais de 150 pessoas em Lisboa, tendo lugar reservado a cada último domingo, Jean-Pierre de Oliveira convida-o a participar na conhecida aula por donativo livre.

Local: Antas Prime FitnessRua Prof. Bento Jesus Caraça, 314, Porto
Para saber mais, veja o evento no facebook: Aqui!

                              Para ver o video da última aula comunitária em lisboa, clicar na imagem.

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Yoga em modo Slow Living

Porque falar de Yoga não é só falar de posturas corporais, mas é principalmente meditar sobre a nossa postura na vida. Jean-Pierre de Oliveira apresenta o seu livro Slow Living Yoga no “Faz Sentido” de Ana Rita Clara, na Sic Mulher.

Mude os seus pensamentos, mude a sua vida. Primeiros mudamos nós, depois mudamos o mundo…

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http://sicmulher.sapo.pt/programas/faz-sentido/videos/2017-11-03-Slow-Living-Yoga


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Lançamento do livro “Slow Living Yoga” de Jean-Pierre de Oliveira

Slow Living Yoga de Jean-Pierre de Oliveira
“Primeiro mudamos nós. Depois mudamos o mundo.” Edições ARENA

A partir de hoje, dia 20 de Setembro 2017, poderá encontrar o livro de Jean-Pierre nas lojas especializadas.

Mais do que um livro, é essencialmente uma partilha intimista de pensamentos, sentimentos e emoções…
“Ser” humano é uma experiência avassaladora. Todos nós estamos sujeitos as dificuldades inerentes a nossa convivência com os “outros”.  Neste livro falo de como consigo criar uma vida plena aplicando técnicas para gerir o tipo de pensamentos que vou criando, evitando de focar nas coisas que não tenho e mantendo todo a minha atenção no que quero conseguir e que me fará mais feliz. Contudo, o maior obstáculo é conseguir parar o turbilhão de emoções no qual navegamos e redirecionar a mente. Aqui apresento, com as minhas dicas para um Slow Living, o meu Yoga interior.

“Vivemos numa sociedade exigente. Exige-nos pressa, tempo, atenção. As exigências das nossas vidas socioprofissionais cada vez mais aceleradas sobrepõem-se a nós. E entre tudo o que “é preciso” ser feito, não temos tempo para nos dedicarmos ao desenvolvimento da nossa consciência e vivemos, inevitavelmente, em permanente desilusão. Para escapar, precisamos de ser conscientes não só dos nossos pensamentos, mas sobretudo da sua natureza. Tomar consciência é mais do que uma acção, é um estilo de vida. Para mim, é, em suma, Yoga.”

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Pratique Yoga e surpreenda-se consigo mesmo

Em 2009 nascia o meu primeiro projecto relacionado com Yoga. Tinha regressado da India e ainda tinha a cabeça cheia das impressões visuais dum mundo místico em que a vontade de  espiritualidade é o prato quotidiano de milhares.

Passaram-se quase 10 anos desde a minha viagem e muita coisa mudou em mim e em Portugal, como no resto dos países ocidentais. O Yoga está agora em plena expansão, com uma certa psico-socialização do mesmo, misturando-se às várias influencias locais e individuais como não podia deixar de ser numa era em que a liberdade de expressão é mote para possibilitar o crescimento espiritual de cada um de nós, mas já deixei de acreditar em rituais místicos para deixar lugar a crença de eu ser o único responsável pela qualidade da vida que eu tenho.

Com tanta diversidade e tanta criatividade, por vezes questiono-me… Mas fico sempre feliz com o desenvolvimento da minha capacidade em apreciar esta mesma pluralidade expressiva, pois é ela que me leva a encontrar novas metas pessoais a atingir de forma a tirar mais da minha vida.

Tento não ficar vidrado no que vejo e que não se coaduna comigo, para perceber o que me é necessario procurar, o que me faz sentir bem, o que combina comigo e que está em sintonia com as minhas aspirações. Utilizo esta diversidade que nem sempre percebo e que não pretendo validar como facto adquirido porque me cria desconforto, como ponto de partida para direcionar a minha energia rumo ao que eu pretendo para minha propria expansão.

Este raciocínio levou-me a escrever este artigo, intitulado de “dismorfias corporais“, onde expresso o resultado  das minhas observações como base para entender o que me motiva e que me leva a a querer estar mais próximo das pessoas “reais” e não das pessoas que vejo em revistas e nos social medias. Se eu acreditasse que o Yoga era só para pessoas perfeitas, teria criado uma vida de frustração e de depressão.

O que eu não gosto é sempre o ponto de partida, melhor dizer, a motivação para mudar a minha realidade em algo mais satisfatório. Acredito que o que vejo leva-me a entender o que não quero para caminhar rumo ao que eu quero. A minha visão do Yoga e a sua utilidade prática levam-me a estar cada vez mais próximo das pessoas que procuram as minhas aulas, não promovendo o Yoga das pessoas que desejam a perfeição, mas dos que procuram a auto-realizaçao pessoal.

Agradeço a Revista Zen por acreditar que este artigo sobre as nossas percepções merece ser divulgado e por ter publicado as minhas palavras com o objectivo de motivar e inspirar, para que se pratique yoga, para que se surpreenda consigo mesmo.


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Ser professor de yoga, é ser um estudante na alma

Gosto tanto de ser aluno como de ser professor. Estar apaixonado pelo que se faz é muito importante. Estou apaixonado pelo bem estar e pela saúde em geral, quer seja fisica ou mental e estou continuamente a procura de saber mais, a querer aprender mais para poder partilhar com os outros. Quando sinto que os outros ficam entusiasmados com estas partilhas, que há um feedback positivo, fico ainda mais motivado em procurar mais para partilhar ainda mais…

Manter a minha vontade de aprender independentemente da minha experiência, do meu passado e situação presente, é o que me permite criar o equilibrio e a liberdade de que necessito para continuar a explorar esta maravilhosa oportunidade que é de viver o mais plenamente possível. Não há, de facto, nada de mais satisfatório do que dar. No Yoga, trabalho e lazer acabam por se diluir um no outro. Poderá haver melhor forma de viver que a minha?

Quando se demonstra Asanas não se trata de impressionar com poses de tipo “fancy”, trata-se muitas vezes de trabalho técnico para perceber os desalinhamentos comuns e pensar como ajudar os praticantes a entender como podem melhorar o seu próprio alinhamento relembrando que por vezes o mais adequado em termos mecânicos não é de todo o que chamaríamos de “esteticamente” mais apelativo, mas será com certeza o mais adequado para expansão e bem estar corporal.

O professor deve manter-se atento e presente no momento em que os alunos precisam dele. O professor deve entregar-se a aula sem se perder nela e estar presente para os seus alunos. Dar uma aula é isto mesmo: DAR. E para dar, também temos de trabalhar duro, sair da nossa zona de conforto, fazer o que pensávamos nunca conseguir para vencer com sorriso no coração e felicidade estampa na cara. Também a mim me custa aquecer os músculos e desenferrujar as articulações.

O Yoga é como um oceano repleto de tesouros improváveis e riquezas deslumbrantes. Cada vez que procuro aprofundar conhecimentos chego a conclusão que muito pouco sei mas trago sempre comigo a minha beginner’s mind extasiando-me perante tanta sabedoria disponível e acessível para quem a procurar e quando me perguntam o que é ser um bom professor de Yoga, a primeira coisa que me apetece dizer é que não tem a ver com o domínio das posturas de Yoga mais extravagantes ou manter uma invertida na cabeça indefinedamente sem vacilar… Ser um bom prof é no fundo dar sem contar.

Gosto de me deparar com outros professores que como eu sabem e gostam de ensinar coisas serias com sentido de humor. Não é por colocar sorrisos na boca dos outros que se perde o sentido e a profundidade dos ensinamentos. Penso que o que faz dum professor ser um bom professor é a forma como consegue motivar e inspirar as pessoas. Não é dizer aos outros o que está bem ou o que está errado pois quem deve decidir é o próprio aluno. O professor deve manter vivo o pensamento que a vida é feita de diversidade e existem milhares de formas de fazer ou dizer uma só coisa e deve adaptar os seus conhecimentos as pessoas que o procuram.

Ser um bom prof é amar partilhar, é ser um estudante na alma, querer mais experiências da vida e partilhar a informação com os outros. Ser honesto, autentico e falar abertamente é definitivamente uma característica do bom professor. Estar apaixonado pelo que se faz é muito importante. Dar aulas deve ser uma paixão. A paixão pelos outros. É pôr de lado o queremos fazer (para nós, professores) e proporcionar aos outros a experiência transformadora que procuram. Quando queremos dar aulas de Yoga, devemos ir além do nosso amor e gosto pela nossa própria prática pessoal e procurar transmitir esta paixão!

No fundo, para mim, o bom professor é aquele que dá por gosto.

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Créditos da foto: Mário Fragoso


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Abraçar o momento presente

Existem vários caminhos para encontrar a espiritualidade, como é claro, e para mim o que mais sentido faz é o de abraçar a vida que tenho, neste corpo, neste momento com o reconhecimento da minha mente. Abraço o momento presente, o mundo fisico e matérial como suporte para o meu próprio crescimento. Apresento esta minha forma de ver a realidade na recente edição da Reiki e Yoga (ZEN Energy) de Janeiro. Uns comentários meus a não perder.


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O yoga é difícil!

Para ler na edição especial de Novembro da revista Reiki & Yoga

Pode dizer-se que as coisas mais importantes (e as que nos são mais queridas) não o são por serem fáceis. Pelo contrário. Tudo o que nos traz felicidade, exige o nosso compromisso e existe um investimento nosso. É difícil e trabalhoso tomar as rédeas da nossa vida, assim como é difícil ter força para contrariar a nossa mente em nome da nossa consciência e contrariar o nosso corpo em nome da nossa razão. Mais fácil é deixarmos-mos ir com a maré. Não, o yoga não é fácil. Não são fáceis as torções, não são fáceis as persistências, não são fáceis as posturas mais exigentes que convocam todos os músculos do corpo. Não, não é fácil obrigar a minha mente a focar-se no aqui e no agora, a bloquear todos os o pensamentos que me assaltam. Repito, o yoga não é fácil. Não o é enquanto filosofia de vida e não o é também enquanto práctica física. Mas com ele a vida, essa sim, fica mais fácil.

Quando procuro inspiração para a minha prática diária e me deparo com vídeos e fotos em redes sociais como o facebook, o Instagram e o Youtube, também eu (apesar dos meus muitos anos no yoga) caio no engodo e, por escassos segundos, quase que acredito na ligeireza do que promovem essas imagens, quase que acredito que não custa abrandar as exigências do nosso dia-a-dia e parar por alguns minutos para alongar o corpo e exercita-lo. Eis a verdade: não é!

Trocar o sofá pelo tapete de yoga
Há dias em que me custa. Percebo que a regularidade da práctica, o que em sânscrito chamam de yoga sadhana, é fundamental. Sei que só me trará benefícios. Compreendo que a minha inércia só me prejudicará. Ainda assim há dias em que me é difícil entrar em acção (Karma) e trocar o sofá pelo tapete de yoga. É a minha mente a querer vencer a minha consciência, a querer vencer-me a mim. E subitamente sou invadido por uma sensação de cansaço extremo que me quer convencer que o meu corpo não é capaz de mais, não é capaz hoje nem será capaz amanhã. Eu sei que quero sentir-me bem e sei que um caminho para isso é a practica do yoga e o modo como me conecta com a minha consciência e com o presente. E ainda assim, sinto-me resistir. Há dias assim…

Nesses dias, em que quero desistir do esforço que a prática de yoga me requer, quase que ouço o diálogo dentro de mim «isso, faz o contrário do que sabes que te faz bem. Isso, desencadeia sentimentos de culpa e remorso. Isso, deixa que a tua mente dispersa e que seja conduzida para o universo do Maya, um mundo de fumo, imaginário e subjectivo onde o presente não interessa e a mente é invadida por preocupações e medos, onde o ego se sobrepõe a mim». Ouço e sinto-me ceder, mas não cedo.

Disciplina mental e livre arbítrio
Eis outra verdade: a vida é fugaz. Acontece aqui, neste corpo, e agora, e preciso da prática física do Asana para desentorpecer a minha mente e alimentar a consciência que escolhi para definir as minhas atitudes e decisões. Se eu ficar no sofá, instala-se o sentimento de culpa, porque sei que preciso de tratar do corpo tanto quanto preciso de cuidar da minha mente. Para mim é simples: a minha disciplina mental reflecte-se na minha práctica de yoga, nas asanas. Se hoje eu não for para o tapete de yoga, estarei eu a dizer-me que não estou a ser honesto comigo próprio, com os meus princípios?

É difícil? Sim é difícil! O Yoga é difícil! Mas é esta dificuldade que me desafia e motiva. Sou o único que me pode mudar, sou aquele que tem o poder de decidir sobre a minha vida e sobre o seu curso. Sou eu quem define as minhas prioridades. O corpo pode estar cansado e a mente doente, mas não há nada como a sensação de ter arregaçado as mangas e de por as mãos na massa! Vamos praticar?

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