Slow Living Yoga

O Blogue dos Yogis que vivem na cidade.


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Professor de Yoga, uma carreira possível em Portugal?

Jean-Pierre de Oliveira tem sido pioneiro na divulgação do yoga e sua consolidação como atividade profissional em Portugal, alinhando os seus padrões de  ensino aos da maior associação do mundo do Yoga.

O curso de professores de Hatha Yoga de 200 horas da Yoga Spirit, dirigido por Jean Pierre de Oliveira, é reconhecido e certificado pela maior associação de yoga do mundo, a Yoga Alliance USA. E a próxima edição já tem data marcada: 21 de Outubro. Inscrições através do info@yoga-spirit.pt.

Para Jean Pierre, o reconhecimento é uma vitória. «Este selo de qualidade eleva a formação da Yoga Spirit à primeira linha das escolas de yoga mundiais, subindo os seus padrões de ensino e atestando da sua  qualidade e seriedade», defende. A certificação internacional garante também aos alunos uma melhor qualificação para o mercado de trabalho internacional. Com ela, poderão dar aulas em todos os centros de yoga mais reconhecidos no mundo. Estão associados à rede da Yoga Alliance mais de 40 000 professores e 3 000 escolas.

O curso da Yoga Spirit caracteriza-se pela sua abordagem prática. «Podemos transpor estas ideias para a nossa vida e quotidiano, tal como ensinado no Bhagavad-Gita, a ‘bíblia’ Hindu», explica Jean Pierre. As aulas têm lugar um fim-de-semana por mês, no estúdio de Xabregas , em Lisboa. Entre as 10 e as 17 horas de sábado e de domingo, num total de 12 horas no decorrer dos 10 meses da formação. As sessões incluem um módulo teórico e outro prático. Os alunos devem ainda praticar um mínimo de duas horas de yoga por semana. E Jean Pierre oferece a todos os inscritos participação gratuita em qualquer uma das aulas que dirige de segunda a sexta-feira

O programa, segundo parâmetros do Yoga Alliance

Os conteúdos programáticos são os exigidos pela Yoga Alliance. As 200 horas dividem-se em quatro módulos: filosofia do yoga (30 horas); práticas intensivas de Asanas fundamentais e variantes (100 horas); metodologias de instrução sobre vocabulários em sânscrito, técnicas de meditação, gestão de grupos e ajustamentos verbais (35 horas); e anatomia e biomecânica do corpo (35 horas).

A formação prevê ainda trabalhos de casa para todos os participantes. E Jean Pierre recomenda a prática de Hatha Yoga, em regime de Karma Yoga: em ONGs ou outras organizações de solidariedade social.​

Professores de yoga, uma carreira possível?

A comunidade de yogis em Portugal está a crescer. Para uns, é a sua práctica enquanto exercício físico (e só) que convence. Mas para muitos o yoga é um estilo de vida e os exercícios físicos que associamos à disciplina (as asanas) são apenas um dos muitos pontos em que se sentem envolvidos pelo yoga. E se esta disciplina pode ser um estilo de vida, porque não pode ser também uma escolha profissional? E se lhe dissemos que já é?

A decisão não é fácil, mas há quem a tenha tomado. Para Jean Pierre de Oliveira, 2015 foi o ano da grande mudança. É professor de yoga há quase dez anos, mas só neste ano é que tomou a decisão de ser ‘apenas’ professor de yoga. Para trás, ficou uma carreira de quase 20 anos na área do marketing, com cargos de gestão em empresas como a Gillette, Ballentine’s, Intermarché, E.Leclerc e Aki/Leroy Merlin. «Sinto-me grato e feliz por ter escolhido este rumo», confessa. Mas sabe que a mudança que procura nunca termina, por isso todos os dias insiste na decisão que tomou. «É um processo demorado que pode levar uma vida, já que se trata de um caminho rumo a aceitação e ao bem-estar, neste corpo físico, aqui e agora», acrescenta.

Gestores holísticos

«Lidar com o dinheiro costuma ser o maior obstáculo à nossa espiritualidade», comenta Jean Pierre. E quem diz dinheiro, diz todas as questões logísticas que estão inerentes à gestão de um negócio. Sim, porque é disso que se trata, quer trabalhe para uma academia, quer abra o seu espaço. «Somos gestores holísticos», define o professor. É preciso gerir emails, responder a telefonemas, fazer (e cobrar) pagamentos e, claro, desenvolver capacidades de organização. Nada de novo, certo? A ‘complicação’ está em conciliar esse lado materialista do negócio com o lado mais espiritual do yoga. Ou estará?

A gestão dessa incompatibilidade variará de gestor para gestor. Para o Jean Pierre a solução é uma e é simples: «não vivemos desligados do mundo em que nos inserimos, pelo contrário. É melhor não nos preocuparmos com o teor espiritual das nossas obrigações ligadas as transações financeiras comuns, mas agir sempre de forma consciente (auto observação e contacto com o nosso Eu) sendo assim, um ser espiritual. O material é inerente ao espiritual. Um não existe sem o outro», remata.

Começar pelo princípio

Comece por uma formação intensiva de um fim-de-semana. Pratique todas as semanas um pouco. Converse com outros yogis. Estude os Yoga Sutras de Patanjali e leia mais sobre o assunto.

Depois, experimente fazer um retiro. Se sentir que está no caminho certo, prossiga para o próximo passo: um curso. Invista numa formação mínima de um ano. Para garantir qualidade, procure formações com certificação da Yoga Alliance (https://www.yogaalliance.org/) ou dirigidas por instrutores certificados pela reputada associação. E prepare-se para uma profissão que está sempre a reclamar-lhe atenção, sempre a reclamar que aprenda a fazer mais e a fazer melhor. Só depois pode começar a exercer. A exercer e a inspirar outros a fazer o mesmo. «Primeiro mudamos nós, depois muda o mundo à nossa volta e depois, se tivermos sorte, mudamos o mundo», lembra Jean Pierre.

Curso de Professor de Hatha Yoga 9ª edição – 2017/2018

A próxima formação de professores de Hatha Yoga dirigida por Jean Pierre de Oliveira já tem data de arranque: 21 de Outubro. As aulas terão lugar no seu estúdio de Xabregas, em Lisboa, com a regularidade de um fim de semana por mês ao longo de 10 meses, até Julho de 2018. A participação no curso requer igualmente uma prática regular de asanas (um mínimo de duas horas semanais), supervisionada por um professor experiente, em paralelo com aulas intensivas aos fins de semana. As pré-inscrições já estão abertas. Informe-se através do email info@yoga-spirit.pt.

Sobre Jean Pierre de Oliveira

Certificado pela Yoga Alliance EUA, Jean-Pierre de Oliveira começou o seu caminho no yoga há quase 10 anos. Às formações com alguns dos maiores nomes do yoga internacionais, soma participações em reconhecidos eventos e seminários nacionais. Mentor do projeto Yoga Spirit, que fundou em 2009, orgulha-se de ter ensinado alguns dos professores de hatha yoga mais promissores de Portugal. Identifica-se com uma abordagem informal e natural à filosofia do yoga, que procura adaptar ao quotidiano de quem o pratica. Tem um estúdio de yoga em Xabregas, dá aulas diariamente e dirige uma comunidade de yogis na Mouraria (agora nos Anjos) que conta já com mais de 100 participantes.


*A b
ibliografia perfeita, segundo Jean Pierre

– Yoga Sutras de Patanjali
– The Yoga Practice Guide, vol 1. & vol 2., por Bruce Bowditch
– The Yoga asana Index, por Bruce Bowditch
– Hatha Yoga Illustrated, por Martin Kirk & Daniel DiTuro
– Lights on Yoga, por B.K.S. Iyengar
– Hinduísmo, por Cybelle Shattuck
– Bhagavad Gita

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O yoga e a tiróide

São cada vez mais as pessoas que sofrem com problemas na tiróide. Seja hipertiroidismo ou hipotiroidismo, os remédios mais escolhidos são os medicamentos. Mas e se pudéssemos antes apostar na prevenção? E se lhe disséssemos que um estudo publicado no International Journal of Biometeorology comprova que a práctica do yoga, melhorando a sua pressão sanguínea, pode ser uma solução para uma tiróide mais saudável? Controlando o seu corpo e os seus pensamentos, também será mais fácil controlar a sua produção de hormonas.

O estudo contou com uma série de voluntários. Divididos entre grupos, o primeiro grupo praticou algumas posições de yoga ao longo de um mês e o segundo grupo fez apenas fisioterapia. Adivinha onde foram observados os melhores resultados? O de yoga, claro! Se sofre de problemas de tiróide, experimente esta práctica durante uns tempos e sinta o seu corpo (e mente) regenerar. Mas antes, fique com a revelação das duas posturas mais eficazes:

Sarvangasana – Mantenha o seu corpo verticalizado, apoiando-se apenas na força dos seus ombros, cabeça e pescoço. Se é um principiante, utilize o apoio de uma parede ou coloque uma almofada debaixo dos ombros para ajudar a conseguir o equilíbrio que a posição exige. Mantenha a pressão durante pelo menos um minuto inteiro.

Foto por Adeline Yoga

Foto por Adeline Yoga

Matsyasana – Deite-se de costas e de barriga para cima. Use a força dos seus abdominais para elevar e arquear as suas costas, mantenho a cabeça sempre recta e o pescoço esticado. Se for um iniciante, coloque os braços debaixo dos glúteos para ajudar na posição. Mantenha a postura durante alguns minutos. Muitos chamam-lhe a posição do peixe.

Foto por Yoga East Bourne

Foto por Yoga East Bourne


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Saudação ao sol. O que é? Como se pratica? Para que serve?

Jean Pierre de Oliveira

Para ler na edição especial da revista Reiki & Yoga de Agosto.

 

A forma como começamos a nossa manhã condiciona o nosso estado de espírito durante todo o dia. Por isso, é importante cultivarmos rituais matinais que nos façam sentir bem e que nos garantam a força que precisamos para as horas seguintes. A saudação ao sol (ou, surya namaskar, se preferir) não é mais do que isso: um ritual em que damos as boas-vindas ao novo dia e renovamos as nossas energias. Mas apesar de ser o exercício perfeito para o momento em que os primeiros raios de sol caem no plexo solar, a saudação ao sol pode ser praticada a qualquer hora do dia ou até da noite. Estivemos à conversa com o professor de yoga Jean Pierre de Oliveira, para (re)descobrir esta famosa sequência de asanas.

Corpo e mente em uníssono

Do ponto de vista prático, é uma das sequências de posturas mais conhecidas e utilizadas no yoga. E pode assumir inúmeras variações. As mais conhecidas são as versões A e B, mas todas as variações da saudação ao sol são sempre reagrupadas e concebidas para criar um programa de exercício que ‘solicite’ todo o nosso corpo. A ideia é activar os músculos, tendões, ligamentos, articulações e até os nossos órgãos internos. Inclui posturas de força e, claro, persistências. E se há asanas em que os músculos se queixam, no final o corpo agradece sempre. Porquê? Porque o nosso corpo assim está a acordado e preparado para o dia. E, em consequência, a nossa mente está desperta!

Do ponto de vista de um professor de yoga, a saudação ao sol oferece ainda mais possibilidades. «Eu utilizo a saudação ao sol para efetuar transições em blocos de posturas, criando fluidez nas sequências, ritmo e coerência», revela Jean Pierre. Porque, e muito embora seja uma prática em si mesma, a saudação ao sol é uma forma excelente de garantir ligação entre os aquecimentos e as posturas intensas de yoga.

Os alinhamentos da saudação ao sol aliviam a rigidez corporal e ajudam a aumentar a flexibilidade. Se feita num ritmo rápido pode ser uma boa forma de perder peso, além de ser um excelente exercício cardiovascular. E a sua prática diária tem numerosos benefícios para os sistemas digestivo, respiratório através da ativação da circulação sanguínea.

Tudo se transforma

Se o yoga é orgânico (passível de ser adaptado ao seu praticante, em vez de esperar que os praticantes a ele se moldem), também a saudação ao sol o é. E pode ser utilizada de várias formas, dependendo do compromisso e da condição física do participante. A sua prática pode ser mais lenta ou mais rápida, por exemplo. E o número de vezes que escolhe repetir a sequência é definido por si e pode ir das 10 às 108. A 108 saudações ao sol são, aliás, uma prática habitual dos yogis mais empenhados, que assim assinalam alturas específicas do ano, como os solísticios e equinócios, altura em que a natureza se renova e os nossos corpos pedem essa renovação também. Conta-nos Jean Pierre, que «o número 108 é considerado um número sagrado, por diversas razões matemáticas, físicas e metafísicas». Para ter uma ideia, este número é o produto de operações matemática simples e precisas. Quer exemplos? Se multiplicar 1 elevado a ele mesmo por 2 elevado à 2ª e por 3 elevado à 3ª o resultado é 1 x 4 x 27 = 108. Mas há mais: a distância média entre a Lua e a Terra é de 108 vezes o diâmetro lunar. Coincidência? Talvez não.

SAUDAÇÃO AO SOL – VERSÃO A

1- TADASANA / SAMASTHITI

Em pé, voltado para o sol, coloque as mãos juntas em frente ao peito, em posição angeli mudra. Tenha os ombros para trás e os joelhos soltos.

1. Tadasana  braços ao longo do corpo

2- HURDVA HASTASANA

Mantendo os pés firmes no chão e paralelos entre si, eleve os braços no sentido do tecto ou do céu. Devagar, incline as costas e aponte com as mãos para a parede atrás de si. Não deixe a cabeça cair abaixo do nível dos ombros para manter a sua cervical protegida.

2. Hurdvha Hastasanauttitha tadasana braços levantados no sentido do Teto

3- UTTANASANA

Dobre o corpo sobre si, colocando as mãos no chão e sem dobrar as pernas mas com os joelhos soltos. O topo da sua cabeça deve apontar também para o chão. Toque no solo com a ponta dos dedos.

5. Uthanasana corpo dobrado, mãos no chão e o topo da cabeça aponta para o chão

4- HARDHA UTTANASANA

Partindo da posição anterior, suba a cabeça (olhando para a frente) ao mesmo tempo as pernas dobram, flectindo um pouco os joelhos. O peso deve estar nos calcanhares e a nuca deve permanecer longa.

5a. Uthanasana variação Inspire olhe em frente, expire relaxe a nuca

5- PHALAKASANA

Faça uma prancha. Com o umbigo para dentro e glúteos activos, coloque toda a força no abdominal.

9. Palakasana Prancha

6- CHATURANGA DANDASANA

A partir da posição de prancha, proceda à flexão dos braços, mantendo os cotovelos junto ao abdominal.

10a. Chaturanga 1 (flexão dos cotovelos)

7- URVHA MUKHA SVANASANA

Assuma a posição ‘cão que olha para cima’, deitando as pernas sobre o tapete e fixando apenas os dedos do pé no tapete. Suba os braços e, com eles, o abdominal, costas e cabeça. Olhe para o tecto e mantenha a nuca longa. Solte os cotovelos, empurre o peito para a frente, contrar os glúteos e force os ombros a baixar.

11b. Palakasana, Urdvha mukha shvanasana Cão que olha para cima

8- ADHO MUKHA SVANASANA

A posição de “V” invertido é uma posição de descanso. Aproveite para recuperar a respiração.

10e. Volte a Adho mukha shvanasana posição de “V” invertido

9- UTTANASANA

Ande ou salte para a posição inicial de Uttanasana.

5. Uthanasana corpo dobrado, mãos no chão e o topo da cabeça aponta para o chão

10- UTKATASANA

Para a posição da cadeira, mantenha as pernas fletidas, com as ancas para trás. Eleve os braços, mas mantenha o antebraço alinhado pelas orelhas. O umbigo deve estar voltado para dentro e os ombros devem permanecer baixos. Olhe em frente.

17. Utkatasana Posição da cadeira, pernas fletidas, ancas para trás, braços alinhados pelas orelhas

11- URDVHA HASTASANA

Os braços sobem, os dedos ficam voltados para o tecto, com a palma da mão activa. Suba o corpo até à posição vertical, desflectindo as pernas mas colocando a força nas nádegas e calcanhares.

18a. Hurdvha Hastasanauttitha tadasana braços sobem, dedos voltados para o tecto, subir o corpo até à posição vertical

12- TADASANA / SAMASTITI

Volte à posição inicial.

19. Tadasana samasthiti mãos juntas ao peito, força nos dedos, manter os músculos do braço activos (em angeli mudra)


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Edição especial da Reiki & Yoga já chegou às bancas.

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Agosto traz sempre boas surpresas. Uma das melhores deste verão é a edição especial da Yoga & Reiki, acabadinha de chegar às bancas e com quatro artigos com assinatura da Yoga Spirit. Desta vez, vamos dar-lhe alguns exercícios práticos sobre quatro temáticas que nos são muito queridas: Meditação e Relaxamento; Saudação ao Sol; Yoga de Força e, claro; Yoga Tónico. Aproveite para rever a sequência inédita criada por Jean Pierre, para compreender como tirar melhor partido da saudação ao sol, para aprender a testar os limites do seu corpo com posturas de yoga fisicamente mais exigentes e para descobrir o prazer da meditação e o verdadeiro significado da palavra relaxamento.


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30 horas que podem mudar a sua vida!

Yoga Spirit and Jean Pierre de Oliveira

Foto por Mário Fragoso

Se está a pensar ‘dar uma oportunidade’ ao yoga, o curso de 30 horas intitulado Pilares do Yoga que o Jean Pierre vai dirigir na próxima semana (de 18 a 22 de julho), pode ser a melhor forma de entrar com o pé direito na aceitação desta filosofia e na compreensão do modo como ela (re)estrutura o nosso quotidiano. As aulas práticas de yoga (ainda que regulares) nem sempre permitem uma incursão e exploração dos ensinamentos mais abrangentes do yoga e, as pessoas que sentem que o seu caminho passa pelo yoga sentem, por vezes, a necessidade de parar e procurar saber mais e saber melhor sobre o que as colocou neste caminho e o que ele pode reservar e oferecer. Foi a pensar nestas alunos (e tantos deles são já potenciais professores de yoga) que o Jean Pierre criou o curso de 30 horas. Quem gostar desta formação, pode, já em Outubro, assumir um compromisso ainda maior com o yoga: entrar no Curso de Professor de Hatha Yoga (com certificação da Yoga Alliance).

Para já, o curso Pilares do Yoga promete ser uma semana intensiva, com aulas em horário pós-laboral que incluem prática e teoria baseadas nos 8 ashtangas dos Yogasutras de Patanjali: Asana, pranayama, concentration e meditation. Mas também há tempo para (re)descobrir a historia do Yoga e as suas diferentes escolas e vertentes. Quer saber mais? Fale connosco através do email info@yoga-spirit.pt. E junte-se a nós no Yoga Live Academy já na segunda-feira.


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O Yoga não tem nada de esotérico

Desde sempre o homem desejou entender a razão da sua existência e explicar o motivo de tantas perguntas quanto a sua natureza. A razão do sofrimento interior é a inquietação decorrendo da necessidade de encontrar as respostas ao desentendimento individual com resto do mundo. Quanto mais surgem as perguntas, quanto maior é o sofrimento.

Era portanto primordial encontrar as respostas para acalmar a mente, pois viver em sofrimento não poderia ser o propósito da existência do ser humano. Deve existir um propósito maior para que a vida faça sentido! A consciencia desabrochou desta noção de sofrimento interior e do desejo de bem-estar.
E assim nasceu o conhecimento. E assim nasceu o Yoga.

O Yoga simplesmente representa o conjunto de técnicas (o conhecimento) para acalmar a mente (sofrimento) e permanecer consciente (bem-estar). Quando utilizamos as técnicas propostas pelo Yoga, criamos janelas de paz em nossa mente, deixando de focar no que nos faz sofrer para orientar a nossa atenção no momento presente, afastando os nossos pensamentos e olhando para vida como ele a é: Simples e tranquila.

A ignorância (ou falta de conhecimento da existência da mente, da consciência e do Ego), leva nos ao sofrimento pela insistência de perguntas sem resposta aparente, da revolta e da frustração criadas pelo nosso relacionamento com o mundo exterior. O Yoga leva-nos  a entender que o contraste (ou seja, a noção das diferenças entre o que acreditamos ser o normal, o comportamento dos outros e os acontecimentos que nos são alhelhos) é necessário para sairmos do mundo da imaginação e entender que a verdade é relativa.

o Yoga não tem nada de esotérico e resume-se na consciência de sermos responsáveis pela nossa felicidade.

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Professores de yoga, uma carreira possível?

O caminho nem sempre é o mais óbvio. Às vezes o nosso percurso não é aquele que nos prepararam para percorrer nas escolas, faculdades e outras instituições por onde passámos. Às vezes, é fora da nossa zona de conforto que ele se encontra (ou que nos encontra). Como o Jean Pierre, há muitas outras pessoas que tentaram carreiras em áreas profissionais mais tradicionais apenas para perceberem que teriam de experimentar alternativas. É para essas pessoas que escrevemos o artigo de escolha profissional que está em destaque na edição da revista Reiki & Yoga deste mês. Se também está a pensar em seguir uma carreira como professor de yoga, leia um pouco mais sobre as experiências de quem já trilhou esse caminho, sobre as alternativas que tem disponíveis e sobre o Curso de Professores de Hatha Yoga que o Jean Pierre dirige todos os anos. A oitava edição da formação arranca depois do verão!

Reiki & Yoga - edição de julho

Reiki & Yoga – edição de julho

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Reiki & Yoga – edição de julho

Reiki & Yoga - edição de julho

Reiki & Yoga – edição de julho