Slow Living Yoga

O Blogue dos Yogis que vivem na cidade.


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Porto recebe curso de professor de Yoga de Jean-Pierre de Oliveira

Mentor do Yoga-Spirit promove carreira de professor de Yoga em Portugal

Jean-Pierre de Oliveira, fundador do Yoga-Spirit ruma até ao norte para dar o seu primeiro Curso de Hatha Yoga Funcional no Porto.

Após várias solicitações vindas da cidade invita, o consultor de Yoga brinda os portuenses com curso com duração anual, que se inicia a 5 de Janeiro, dirigido a quem quer ter uma aprendizagem aprofundada na matéria e abraçar uma carreira aligada ao Yoga, cada vez mais em voga em Portugal.

Entre os objetivos gerais deste curso, cuja 11a Edição irá decorrer na Pousada de Juventude do Porto, está conhecer o mundo do yoga as suas linguagens e ideologias, dominar as técnicas e metodologias para praticar e dar aulas de forma segura e responsável, assim como aprender os conhecimentos essenciais para se prosseguir no estudo do yoga e dar aulas.

O Yoga que proponho é um Yoga funcional.
Mais do que uma reprodução da postura perfeita, procuro que o aluno encontre a possibilidade de expressar a sua própria criatividade.
Todas as pessoas são diferentes, todos os corpos são diferentes: assimétricos, com mais ou menos flexibilidade, mais ou menos sensibilidade.
Não há dois corpos iguais, não há duas formas de sentir idênticas. Não podem existir duas representações iguais da mesma postura.
A sua prática de yoga não deve fazer de si algo que não é, mas sim estimulá-lo para que se torne a melhor versão possível de si mesmo. No Yoga aprendemos a ser sinceros e dedicados, primeiro connosco, e com o tempo, com os 
outros”.

Para mais informações sobre conteúdo programático, valores e requisitos, consultar o documento em anexo ou envie email para info@yoga-spirit.pt,


Jean-Pierre de Oliveira

O Yoga apareceu na vida de Jean-Pierre como uma busca para o desenvolvimento pessoal e como uma forma de romper com o ritmo alucinante enquanto marketeer numa multinacional. A sua paixão pelo estudo do Yoga levou-o a dinamizar a modalidade, fundando o Yoga Spirit, criando novas abordagens a esta prática milenar, como o Hot Yoga, o Yoga Pure, o Yoga Tónico e o Yorganic. Dedica-se regularmente ao estudo dos Vedas, dos Yoga Sutras, ao contínuo aprofundamento de técnicas ligadas à Yoga-terapia, e aos alinhamentos posturais.

Registado na Yoga Alliance EUA, Jean-Pierre de Oliveira é professor habilitado para a formação de professores em programas de 200 horas formativas.

Muito informal e natural na sua abordagem à filosofia do Yoga, tem cativado um número crescente de interessados através das suas aulas comunitárias mensais, workshops e sessões de formação.

Em 2016, abriu o seu próprio espaço numa das zonas mais avant-garde de Lisboa, perto do futuro Hub Criativo do Beato. Para além do seu espaço próprio, também dá aulas num dos ginásios mais prestigiados e antigos de Lisboa, o Clube VII.

A sua energia e espírito participativo fizeram com que fosse convidado para vários eventos de amplitude nacional e internacional como o European Yogi Nomads, Martinhal Resort Well-Being Week, Correr Lisboa e Portugal Fit. Em 2017 foi embaixador do festival Wanderlust em 2017, ano em que também publicou o seu primeiro livrosobre Yoga “Slow Living”.

A forte adesão das pessoas às suas aulas deve-se à ligação que faz do Yoga com o estilo de vida atual e à noção de que cada um é o único responsável pelo seu destino. O Curso de Hatha Yoga Funcional, é uma oportunidade para que outros abracem também uma carreira ligada ao Yoga.

“Há como praticar um bocadinho de Yoga em tudo o que fazemos: na forma como comemos, na forma como pensamos, na forma como nos comportamos, na forma como convivemos, no espaço e até no “poder” que damos aos outros sobre nós e sobreos nossos pensamentos. A procura de equilíbrio, de consciência. Isso é Yoga!”

Jean-Pierre de Oliveira


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Video | Aula de Yoga Completa

Créditos do video, edição e montagem: Ricardo Costa

Com os seus habituais encontros mensais, que já atraem mais de 150 pessoas, tendo lugar reservado a cada último domingo, Jean-Pierre de Oliveira convida-o a participar na conhecida aula por donativo livre.
Esta celebração foi no dia 26 de Novembro, das 10h 30mns às 12h.
Neste domingo, o Professor terminou com o último ciclo dos 8 Ashtangas de Patanjali, que tem vindo a apresentar nos últimos meses:
– No dia 30.07 Samadhi
– No dia 01.10 Yamas e Nyamas
– No dia 29.10 Pratyhara, Dharana e Dhyana (com Rute Caldeira)
– No dia 26.11 Asana e Pranayama.

Clique na imagem para ver o video no nosso canal no Youtube.

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Composição da aula:
– Concentração com Pranayamas;
– Aquecimentos: Asanas suaves;
– Preparação à postura objetivo (postura mais complexa);
– Postura Pico (objetivo da prática). Consoante o nível dos praticantes, poderão ter mais do que uma postura;
– Arrefecimento e preparação ao relaxamento;
– Relaxamento: Savasana;
– Prathyara

A aula de nível intermédio, sendo deste modo, acessível a dois tipos de pessoas (além dos praticantes regulares):
– Os que têm conhecimento de Yoga, mas com pouca capacidade física
– Os que não têm conhecimento de Yoga mas com condição física adequada (sem problemas físicos maiores e resistência)
– Não se recomenda a quem nunca fez yoga e com condição física debilitada

Recordamos o seguinte:
As aulas públicas por donativo livro têm por objetivo a divulgação do Yoga como ferramenta de autodesenvolvimento de uma forma acessível.


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Yoga | Aula por donativo livre 26.11.18

Aula de Yoga Comunitária celebra regresso da chuva- Espaço Anjos 70

 Com os seus habituais encontros mensais, que já atraem mais de 150 pessoas, tendo lugar reservado a cada último domingo, Jean-Pierre de Oliveira convida-o a participar na conhecida aula por donativo livre, no Espaço Anjos 70.

Esta celebração será já no próximo dia 26 de Novembro, das 10h 30mns às 12h.

Neste domingo, o Professor termina com o último ciclo dos 8 Ashtangas de Patanjali, que tem vindo a apresentar nos últimos meses:
– No dia 30.07 Samadhi
– No dia 01.10 Yamas e Nyamas
– No dia 29.10 Pratyhara, Dharana e Dhyana (com Rute Caldeira)
– No dia 26.11 Asana e Pranayama. Ver no facebook

Neste domingo, homenageando o regresso da chuva, a aula será composta da seguinte forma:
Concentração com Pranayamas;
– Aquecimentos: Asanas suaves;
– Preparação à postura objetivo (postura mais complexa);
– Postura Pico (objetivo da prática). Consoante o nível dos praticantes, poderão ter mais do que uma postura;
– Arrefecimento e preparação ao relaxamento;
– Relaxamento: Savasana;
Prathyara

A aula é de nível intermédio, sendo deste modo, acessível a dois tipos de pessoas (além dos praticantes regulares):
– Os que têm conhecimento de Yoga, mas com pouca capacidade física
– Os que não têm conhecimento de Yoga mas com condição física adequada (sem problemas físicos maiores e resistência)
– Não se recomenda a quem nunca fez yoga e com condição física debilitada
– Se o praticante tiver um tapete, deverá levá-lo. Em alternativa, poderá levar uma toalha de praia.

Recordamos o seguinte:
As aulas públicas por donativo livro têm por objetivo a divulgação do Yoga como ferramenta de autodesenvolvimento de uma forma acessível.
. Nível de prática: moderado
. Horário: das 10h 30mns às 12h.
. Tempo aproximado da prática: 1h30mns

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Sobre Jean-Pierre de Oliveira:

Com milhares de aulas dadas por ano, o professor e orientador da prática, tem vindo a apurar o seu próprio estilo. Muito informal a abordar a filosofia do Yoga, tem cativado um número crescente de interessados na matéria.
Fundador do projeto Yoga Spirit, o professor tem mudado a visão do Yoga em Portugal, através das aulas e palestras sobre esta filosofia hindu. Para além disso, inova nas modalidades com forte adesão. Entre as quais destacamos o Hot Yoga, o Yoga Pure, o Yoga Tónico, e o Yorganic.

A sua paixão pelo estudo das ferramentas disponibilizadas pelo Yoga levou-o a ser ampla e continuamente divulgado nos Media a nível nacional. Jean-Pierre de Oliveira lançou o seu primeiro livro a 20 de setembro 2017, Slow Living Yoga. Embaixador do Evento Wanderlust 108 (realizado pela primeira vez em Portugal no passado dia 8 de Outubro).

. Confirme a sua presença via info@yoga-spirit.pt
A participação por donativo livre permite a repetição de eventos. Participe e consulte as próximas datas no website da Yoga-Spirit – www.yoga-spirit.pt/eventos

 

 


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O Yoga não é uma competição

O Yoga não é uma competição e não se trata de atingir a perfeição. Use a sua prática como uma oportunidade para conectar a mente com o corpo.
Ao praticar Yoga, um dos primeiros ensinamentos será o de parar o habitual “self talk” negativo (“não consigo”, “é muito difícil”, “isto não é para mim”, etc.) permitindo, assim, desenvolver e fortalecer a autoconfiança, acreditando que com o tempo irá conseguir.

Use o Yoga para se aceitar a si próprio e trabalhar a autoestima de forma progressiva e consistente.

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Postura ideal para trabalhar a nossa determinação e que exige estabilidade enquanto encontramos o alinhamento adequado, mantendo-se o olhar para frente mesmo sabendo que o caminho nem sempre é previsível.
Preparamos-nos a qualquer eventualidade que a vida nos apresente resolutos em prosseguir.

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Não, não vou falar de Yoga…

Se me convidarem para falar de Yoga é provável que eu não fale de posturas ou sequências complexas e que queira falar de outras coisas.

Quando me proponho a falar de Yoga quero falar sobre mudança interior. Quero falar de transformação pessoal, quero falar de auto-responsabilização. Quero falar do poder que temos em assumir as nossas próprias vidas. Quero falar de crescimento espiritual. Não aquele que advém de rituais místicos oferecidos, gratuitamente ou não, por gurus patenteados nas suas especialidades esotéricas, mas aquele que advém do crescimento da nossa autoconsciência e que nos permite encontrar a paz e a tranquilidade da mente, através da experiência inerente ao decorrer do tempo (verdadeiro sentido da “maturidade”). Aquele que advém da necessidade profunda de melhorar a nossa vida e de deixarmos de lutar contra moinhos, em incessantes conversas interiores, em monólogos intermináveis e cansativos, com o objetivo de mudar o mundo com frases que começam sempre por “se isto” ou “se aquilo fosse” ou “não fosse”, vidrados numa vida imaginária que nos deixa estagnar aborrecidos com tudo e todos.

Queremos sentir-nos bem e procuramos continuamente suporte nas pessoas que nos rodeiam, no reconhecimento alheio, sempre em pessoas ou coisas externas, esquecendo que o verdadeiro equilíbrio está na nossa capacidade de assumirmos a responsabilidade das decisões que tomamos. O equilíbrio, que nos traz contentamento e estabilidade, só se faz sentir quando dominada a habilidade de ver sem a influência das nossas emoções, no momento em que conseguimos manter o foco no conteúdo dos pensamentos produzidos na mente. Mas enquanto esta capacidade de foco não for desenvolvida, não existe crescimento espiritual e não pode haver mudança em nós e nas nossas vidas. Sentimo-nos continuamente desfocados e desajustados. Isto, nenhum mestre, guru ou energia mística pode resolver por nós. Somos nós o principal e único interveniente.

Mas precisamos sempre que algo mude e ficamos irrequietos e insatisfeitos. Procuramos escapes no mundo à nossa volta. Conseguimos iludir-nos temporariamente com soluções superficiais. Mudamos de roupas, de corte de cabelo, de emprego, mudamos de casa, de país… Mas quando a euforia das mudanças transitórias passar, volta a frustração.  Ficamos novamente irrequietos com a sensação (e vontade) de não sermos deste mundo e deste lugar, até percebermos que para que a transformação seja efetiva, não se deve correr ou esconder atrás de ações impulsivas. Deve-se parar. Todos nós, a um certo ponto, tivemos a necessidade de fugir, mas a fuga nunca foi forma de resolver os problemas e isso, todos nós já sabemos.

Temos de parar e confrontar-nos com a nossa mente, pois o problema não está nos outros, não está lá fora! O problema está aqui mesmo, cá dentro. Sempre presente como um parasita que se aloja nos nossos sentidos, afetando a nossa perceção da realidade, transformando os nossos pensamentos em preocupações, frustrações e outros sentimentos negativos que nos envolvem de tal forma, que deixamos de ver o mundo como ele É para vê-lo através do filtro poderoso das conjeturas fundamentadas numa única opinião e do julgamento baseado em critérios subjetivos: o filtro do nosso Ego.

Se queremos que algo mude, o confronto com a mente é inevitável. Por isso é que a meditação é tão importante. É o momento em que se deixa de viver num mundo imaginário para vivenciar o que É sem o filtro do Ego. É preciso ser forte e ter coragem para meditar e não se deixar levar e perder no mundo da ilusão, pois a mente é perita em criar cenários de conforto que não existem, nos quais ficamos presos, perdendo o melhor da vida: o presente. É o momento em que paramos e que estamos connosco, realmente sozinhos sem apoio externo possível, só com a nossa respiração e o nosso corpo, nunca fora dele. Estamos no aqui e agora. É tempo de paz e de honestidade para connosco próprios. Sentimos paz porque deixamos de fugir. Quando decidimos praticar a meditação, é sem dúvida o momento em que decidimos assumir a responsabilidade da nossa própria mudança e que deixamos lá fora o que não nos deixava ver o que está cá dentro. Sentimo-nos completos e atingimos este estado de plenitude, porque regressamos a casa, em nós.

Acreditávamos que o propósito da vida era encontrar uma profissão ou uma alma gémea, uma ocupação ou uma pessoa, mas descobrimos que na verdade tínhamos de encontrar o contentamento interior, a paz em nós, e aprender a viver com quem somos realmente sem as máscaras do Ego, para podermos oferecer então, de forma genuína, o que sabemos e podemos, e assim encontrar o nosso lugar neste mundo.  O que quero dizer é que, em vez de nos preocuparmos em encontrar o nosso propósito de vida, que  fosse ele algo que pensávamos dever cumprir para nos sentirmos realizados, entregando-nos às atividades sem nunca sentir satisfação, mantendo-nos num estado de frustração não assumida por nunca acertarmos e não nos sentirmos plenos e felizes, temos de aceitar quem somos e o que temos agora. Não como uma fatalidade, mas como sendo nós a matéria bruta com todo o potencial para nos transformarmos no que precisamos para sentir alívio. Temos de dar mais atenção ao nosso Eu e não aos outros, para criarmos a pessoa que sempre quisemos ser, para nos sentirmos realizados e nunca o contrário, ou seja, encontrar a nossa  vocação para sermos finalmente felizes.

Este é o segredo: A mudança tem como base o que temos e o que somos AGORA e não o que julgamos que deveríamos ter, fazer ou ser.

 Se me convidarem para falar de Yoga, vou querer falar em esquecer os factores externos – os habituais responsáveis pelos momentos em que nos sentimos miseráveis. Estamos a falar de factores como o governo, a política e os políticos, os bancos, os empregadores e todos “os outros”: os familiares, os vizinhos, os colegas de trabalho, os desconhecidos do metro ou do autocarro, as pessoas… Vou falar de coragem e de determinação, de honestidade e de sacrifício. Sim, sacrifício. Pois se quer mudar vai ter de se afastar da sua zona de conforto.

Na verdade, aparenta ser mais fácil do que é, mas acredite que vale a pena! Esta mudança, a mudança interior, é sempre positiva!

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A primeira vez, custa sempre mais…

É comum chegar-se a primeira a aula com a ideia que vai ser canja. Mas quando rapidamente aparece o suor na testa, escorrendo pela cara abaixo e nas outras parte do corpo, começamos a reconsiderar o que o Ego nos levou a pensar…

A roupa cola-se ao corpo, as mãos escorregam cada vez mais. Pensa-se que somos o único em apuros e que precisamos de uma pausa mas o prof. acelera o ritmo e as sequências, os alinhamentos repetem-se e sucedem-se, mas, sem nunca ser demais… O corpo exige mais da respiração… A sala parece cada vez mais quente e o ar pesado. Começa-se a amaldiçoar o prof por não ter o ar condicionado ligado…

O professor continua falando e tenta-se ajustar o corpo as instruções, mas porque estamos concentrados no alinhamento, perde-se o fio a meada e o prof já está a anunciar uma outra postura… A confusão tende a instalar-se entre os nossos orgões cognitivos. Os olhos não conseguem ver o que as orelhas ouviram…

Sabe-se que tudo é fácil e, pelo menos na net, o Yoga aparenta ser “pacífico”. Mas a mais pequena instrução requer força, atenção e resistência. O esforço não é só fisico, também é mental. E quando acertamos no ritmo e no alinhamento, chegam as transições de posturas, as chamadas de Vinyasa… E o Chaturanga Dandasana….

Durante Shavasana, a cabeça relembra cada um dos nossos falhanços e os maus alinhamentos. Tudo parece tão confuso e a mente vai repetindo a aula, relembrando as caras e os corpos dos outros alunos que conseguiram fazer o que era suposto.

Termina-se a aula e o prof agradece.
“sim, obrigado!  Vim cá fazer figura de palhaço” diz-nos a mente, mas o prof. acrescenta “por terem vindo, por ter saído da vossa zona de conforto, por fazer um pouco mais por Si”. E aqui realiza-se que a experiência foi um desafio, que foi gratificante. Que ainda há muito que percorrer.

Sim, vir até ao estúdio foi um desafio mas também uma grande realização e uma vitória! É verdade, a primeira vez custa sempre mais e já que se ultrapassou esta etapa, vamos continuar e seguir com o nosso Yoga. Fazer mais e viver mais!

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